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Nos últimos meses, registou-se um aumento preocupante de ciberataques dirigidos a entidades públicas em todo o mundo, colocando em risco infraestruturas críticas e informações sensíveis e evidenciando a necessidade urgente de reforço das estratégias de cibersegurança no setor público.

A próxima Cimeira da NATO, a realizar-se em Haia, será palco de discussões sobre segurança internacional, mas também poderá tornar-se um potencial alvo de ciberameaças, à semelhança do que já aconteceu em eventos anteriores como a cimeira de Vilnius ou os Jogos Olímpicos. Face a esta realidade, o Centro Nacional de Cibersegurança dos Países Baixos e o Digital Trust Centre alertaram para o aumento do nível de ameaça, agravado pela proximidade do local da cimeira a infraestruturas críticas como o aeroporto de Schiphol e o porto de Roterdão.

Também as empresas estão sob risco, seja como alvos diretos ou como danos colaterais através da cadeia de fornecimento, sendo que, segundo Darren Thomson da Commvault, o verdadeiro desafio reside não tanto na prevenção total, mas na capacidade de recuperação rápida após um incidente. Este especialista destaca que a preparação, a redundância e a colaboração entre equipas são fatores essenciais para garantir uma resposta eficaz quando um ataque acontece.

Recentemente, o apagão que afetou a Península Ibérica trouxe à tona o risco de ataques dirigidos a infraestruturas energéticas, ainda que, neste caso, a hipótese de ciberataque tenha sido descartada. Um ataque a estas infraestruturas pode provocar falhas em cadeia, comprometendo hospitais, sistemas de água, transportes, telecomunicações e serviços públicos essenciais, com graves consequências económicas e sociais. O tempo médio de recuperação após um ciberataque ronda atualmente os 24 dias, um período considerado excessivo em contexto de crise.

Face a esta ameaça crescente, as organizações são aconselhadas a investir na resiliência operacional e cibernética, criando planos de recuperação sólidos, monitorizando cópias de segurança, testando procedimentos regularmente e assegurando segmentação de sistemas e formação contínua dos colaboradores, partindo do princípio de que uma intrusão pode já estar em curso.

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