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A Kaspersky participou ativamente na operação "Secure" da INTERPOL, uma ação internacional que visou desmantelar infraestruturas associadas a infostealers — um tipo de malware projetado para roubar dados sensíveis dos utilizadores, como credenciais, informações financeiras e cookies. Realizada entre janeiro e abril de 2025, esta operação contou com autoridades de 26 países e parceiros do setor privado, resultando na prisão de mais de 30 suspeitos e na remoção de mais de 20 mil domínios e endereços IP maliciosos.

O infostealer tem vindo a ganhar importância no panorama do cibercrime, sendo responsável pela infeção de cerca de 26 milhões de dispositivos com Windows entre 2023 e 2024. Em média, uma em cada 14 infeções leva ao roubo de dados de cartões de crédito. A Kaspersky contribuiu com inteligência sobre servidores de comando e controlo usados para coordenar estas campanhas, permitindo que as autoridades apreendessem mais de 40 servidores e notificassem mais de 216 mil vítimas e potenciais vítimas para adoção de medidas de segurança imediatas, como alteração de palavras-passe ou bloqueio de contas.

A operação teve impacto real em várias regiões: no Vietname foram detidos 18 suspeitos envolvidos em esquemas de venda de contas empresariais; no Sri Lanka e em Nauru foram feitas detenções e identificadas dezenas de vítimas; em Hong Kong, a polícia localizou 117 servidores maliciosos usados em fraudes online e phishing.

Segundo a INTERPOL e a Kaspersky, esta ação reforça a importância da cooperação internacional e da partilha de dados entre entidades públicas e privadas para combater ciberameaças globais. A Kaspersky sublinha também a necessidade de monitorização contínua da dark web e da adoção de práticas de segurança rigorosas para prevenir este tipo de ataques, tanto em ambientes pessoais como empresariais.

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