Estas melhorias surgem numa altura em que as perdas com fraudes online atingiram os 12,5 mil milhões de dólares em 2024, segundo dados da FTC norte-americana. Ao contrário de soluções concorrentes, como Chrome ou Safari, que recorrem ao serviço Safe Browsing da Google (que envolve o envio de dados de navegação dos utilizadores), o Scam Blocker da DuckDuckGo utiliza um sistema proprietário em colaboração com a Netcraft, garantindo que nenhuma informação pessoal dos utilizadores é partilhada com terceiros.
O sistema atualizado consegue agora bloquear um leque alargado de ameaças, incluindo sites falsos de investimento e criptomoedas que imitam plataformas legítimas, scareware que tenta enganar utilizadores com alertas de vírus, páginas de phishing disfarçadas de serviços conhecidos, sites que distribuem malware através de descargas automáticas e anúncios maliciosos que podem comprometer dispositivos mesmo sem serem clicados.
Quando deteta um risco, o Scam Blocker impede o carregamento da página e apresenta um aviso de segurança, permitindo ao utilizador sair da ameaça de forma segura.
Este sistema funciona através de uma arquitetura de dupla camada: uma lista local de ameaças atualizada a cada 20 minutos diretamente a partir da base de dados da Netcraft, e uma verificação encriptada para casos raros - inferior a 0,1% - processada anonimamente nos servidores da DuckDuckGo, sem recorrer a terceiros ou exigir contas de utilizador.
Estas proteções estão ativas por defeito nos browsers gratuitos da DuckDuckGo (desktop e mobile). Para os subscritores do serviço Privacy Pro, a proteção estende-se a todo o tráfego do dispositivo — mesmo em outros browsers — através da VPN da marca.
Com esta atualização, a DuckDuckGo reforça a sua posição como defensora da privacidade proativa, bloqueando ameaças e recolha de dados antes mesmo que estas alcancem o utilizador, numa altura em que os golpes digitais se tornam cada vez mais sofisticados.