Um dos elementos mais preocupantes é o uso abusivo do protocolo WalletConnect, criado para facilitar interações seguras entre carteiras e aplicações descentralizadas. Esta camada adicional de legitimidade torna o esquema ainda mais eficaz, pois muitos utilizadores não desconfiam de estarem a aprovar transações maliciosas. Os atacantes aproveitam-se ainda da pressão crescente sobre os utilizadores devido aos custos elevados das transações Ethereum, o que os leva a procurar ativamente alternativas ou compensações.
Este tipo de fraude está inserido numa tendência mais ampla de ataques dirigidos ao ecossistema das criptomoedas, onde a descentralização e o anonimato, apesar das suas vantagens, criam oportunidades ideais para enganos sofisticados. A Kaspersky aponta que as conversões rápidas para moeda fiduciária, combinadas com técnicas de ofuscação e serviços de terceiros, dificultam o rastreamento e a recuperação dos fundos roubados.
Face a esta realidade, os especialistas recomendam uma vigilância apertada por parte dos utilizadores: nunca fornecer dados sensíveis, confirmar a legitimidade de cada serviço e recorrer a software de proteção atualizado. O reforço da literacia digital e da segurança pessoal é, mais do que nunca, um requisito essencial para qualquer utilizador de blockchain ou criptomoedas.