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O grupo de ransomware SafePay afirmou que irá divulgar 3,5 terabytes de dados roubados da Ingram Micro caso a empresa não ceda às exigências impostas até 1 de agosto. A ameaça foi publicada no blog do grupo a 29 de julho, cerca de um mês após o ciberataque inicial, revelando tratar-se de um típico caso de extorsão dupla, onde os atacantes não apenas encriptam os dados, mas também ameaçam divulgá-los para pressionar o pagamento de um resgate.

Apesar da Ingram Micro ter comunicado a 9 de julho que havia contido o incidente e restaurado as suas operações globais, o nome da empresa voltou a surgir no blog do grupo, sugerindo que não houve acordo de pagamento. A página oficial da empresa não apresenta atualizações desde essa data, o que levanta dúvidas sobre a real dimensão do impacto.

Na altura, a Ingram Micro agradeceu o apoio de clientes e parceiros, garantindo estar novamente operacional em todas as regiões. No entanto, relatos apontam para problemas de comunicação e falta de transparência, causando frustração entre clientes e fornecedores. Observadores de segurança também identificaram que algumas plataformas regionais, como o portal de segurança da região META, só agora estão a ser restauradas, com vários subdomínios ainda inativos ou com conteúdos desatualizados - sinal de que a recuperação total ainda está em curso.

Este caso sublinha os riscos crescentes do cibercrime moderno, onde o impacto reputacional e a exposição pública de dados são usados como arma de pressão adicional para além da encriptação.

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