Segundo o relatório da Check Point “A Brecha Geracional e a Segurança da Internet”, só 31% dos jovens pertencentes à denominada “Geração E” (nascida com a Internet) afirmam-se preocupados com a segurança quando utilizam computadores, tablets, smartphones e outros dispositivos. No entanto, 50% afirmam já ter sofrido algum tipo de incidente relacionado com a segurança online nos últimos dois anos.
Conselhos para usar de forma segura as novas tecnologias
A Check Point, líder mundial em segurança e inventora do firewall, oferece uma série de conselhos para o uso seguro das redes sociais e da Internet por parte dos menores:
- Cuidado com as “zonas WiFi”. Antes de se ligar à Internet através de uma ligação Wi-Fi gratuita (há milhares!) devemos comprovar que o nome da rede (SSID) corresponde a um serviço legítimo. Quase todos os dispositivos incluem a opção de criar uma “rede privada virtual”, segura, para o menor. É muito fácil!
- Nem todos os sites são seguros. Mais de 9.500 sites maliciosos são detectados pelo Google todos os dias. O menor deve prestar atenção às mensagens de advertência. Mas cuidado! Muitos destas mensagens são, também elas, malware. Além disso, há que manter o antivírus activo e actualizado.
- A maioria das redes sociais permite configurar as contas para modo “seguro”. Isto permite, por exemplo, activar notificações de forma a que, se se aceder à conta do menor a partir de um computador que nunca tenha sido usado para esse efeito, o sistema avisa por e-mail.
- Passwords, passwords e mais passwords. Devemos consciencializar o menor para a importância das passwords, e para a importância de criar senhas seguras. Deve escolher passwords diferentes e únicas para os sites que visita, para o email e, sobretudo, para as contas bancárias.
- Jogos online, também com segurança. Os jogos online são um hábito frequente dos nossos menores, que, no entanto, não costumam prestar atenção à segurança. A maioria dos antivírus inclui um “Modo de jogo”, que não interrompe o menor enquanto joga e, ao mesmo tempo, mantém-no protegido.
- Protecção nos downloads “P2P”. Há que habituar a criança ou jovem a não descarregar ficheiros a menos que isso seja estritamente necessário (será sempre melhor que seja um adulto a fazê-lo) e, a ser possível, sempre a partir da página do programador do software. Também é conveniente, antes de descarregar os ficheiros, ler os comentários de outros utilizadores.
- Ter cuidado com os ataques de engenharia social. Habitue o seu filho a não revelar mais informação do que a necessária nas redes sociais. Os cibercriminosos utilizam as redes sociais para lançar ataques de engenharia social, usando a informação do menor para o enganar.
- Escolha os seus “amigos” com cuidado. Deve-se pensar seriamente e filtrar quem decidimos aceitar no nosso círculo mais íntimo. Se receber um pedido de amizade de alguém que não conhece, atenção porque um bot social pode estar a usar esta oportunidade para se colar à sua rede.
- Os sites de vídeo são especialmente perigosos. O vídeo online é uma moda para os jovens da actualidade. Devemos ensinar-lhes a descarregar vídeos apenas a partir de fontes de confiança, e que, por exemplo, visualizar um vídeo nunca requer instalar qualquer tipo de software.
