A medida compensatória, segundo a ACAPOR, será a demissão do deputado tendo em conta «a revelação pública, não hesitante e despudorada de que o Sr. Deputado procura ver por canais ilegítimos uma transmissão desportiva com exclusividade de visionamento por subscrição paga é prova que, provavelmente, andamos a perder o nosso tempo na Assembleia da República».
Perante isto, a ACAPOR decidiu entregar diretamente ao líder parlamentar do PS uma «carta de repúdio» pelo comportamento de deputado socialista.
Para a ACAPOR, está em causa uma «questão penal do comportamento e da inerente incitação à prática de crime» que «deveriam levar o Sr. Deputado a apresentar a renúncia ao seu mandato, nos temos do artigo 7.º do Estatuto dos Deputados em face da grosseira violação do artigo 14.º n.º 1 al. e) do mesmo diploma legal».
«Só deste modo» poderá João Galamba ver «retratada a sua imagem e dignificar o cargo de deputado».
A ACAPOR diz ainda que «a pirataria é a principal causa da perda de 4 milhões de espectadores nas salas de cinema em menos de 3 anos - 1,1 milhões só nos últimos 10 meses - é responsável por não existir atualmente exibição regular de cinema dos Distritos de Évora, Beja, Portalegre e Castelo Branco».
A mesma associação conclui que «a pirataria está ainda na origem da perda de 25 milhões de vendas de DVDs/Blu-Rays em apenas 4 anos».
Resta dizer que, para cumulo (ou não), o post do Twitter mantem-se online e que existem inúmeras respostas ao pedido feito por João Galamba.

Recuamos até 27 de Outubro, quando João Galamba, deputado do PS, pediu através da rede social Twitter um link para que pudesse ver de forma ilícita o jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sporting.