Um analista da consultora Bernstein Research prevê que actualmente nos EUA mais de um quarto dos iPhones estejam ligados a outras operadoras que não a AT&T, que detém o exclusivo do telemóvel. Toni Sacconaghi defende que este valor, que considera «surpreendente», poderá levar a Apple a repensar o modelo de distribuição do seu smartphone.

De acordo com uma análise feita pelo analista aos dados apresentados pela Apple e AT&T, cerca de 1.45 milhões de unidades do iPhone não estavam ligados à operadora no final do ano passado.

Destes, cerca de 480 mil aparelhos estarão inventariados pela operadora, o que faz com que faltem cerca de um milhão de telemóveis, ou seja, 27 por cento do total de iPhones vendidos, que o analista citado pela Reuters crê estarem desbloqueados.
A previsão surge uma semana depois de a Apple ter admitido a existência de um número «significativo» de iPhones desbloqueados, apesar de não revelar valores.

Mesmo assim na altura a maioria dos analistas previa um valor abaixo dos 20 pontos percentuais.

A Reuters refere que um cada vez maior número de iPhones desbloqueados poderá estar a preocupar a Apple, uma vez que esta empresa recebe uma percentagem do valor cobrado pela AT&T nos serviços do telemóvel.

O analista dá um exemplo referindo que se a Apple conseguir atingir a marca de 10 milhões de iPhones vendidos até ao fim do ano fiscal de 2008, mas com 30 por cento dos aparelhos desbloqueados, ficará a ganhar menos 500 milhões de dólares do que o previsto.

Por outro lado se a empresa de Steve Jobs começar a desligar os aparelhos desbloqueados poderá manter uma grande margem de lucros mas falhar os seus objectivos de vendas.

É isto que leva o analista a concluir que «além das implicações financeiras, acreditamos que a prevalência dos iPhones desbloqueados representa um dilema estratégico significativo para a Apple».

 Fonte : SOL

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