Os hábitos de consumo dos Europeus na Internet estão a intensificar-se de dia para dia. Já não se limitam a navegar na web a partir de um computador desktop em casa ou no trabalho, ligando-se agora a partir de múltiplos dispositivos. E, para tal, utilizam não só o ADSL, como também o fazem através do plano de dados do seu smartphone ou ligando-se a outras redes wifi, tanto públicas como privadas.

 

De acordo com as conclusões do Relatório Kaspersky Internet Security Multi-Dispositivo na Europa, os perigos e ataques a que estão expostos os internautas no velho continente não são muito diferentes de todos os outros. Também existe pouca diferença entre as medidas que tomam para enfrentar as ameaças que existem na Internet ou na informação que têm sobre elas. Onde existe uma diferença significativa é na forma de se ligarem à rede. A grande maioria dos inquiridos na Europa, nada menos que 79 por cento, utiliza mais do que um dispositivo para navegar na Internet.

 

Quando se ligam à Internet, os inquiridos na Europa utilizam os seus dispositivos para todo o tipo de atividades, entre as quais se destacam as transações financeiras e o uso do correio eletrónico e redes sociais:

  • 68% utilizam serviços de banca online
  • 69% compram na Internet
  • 89 % usam o email
  • 63% têm atividade em redes sociais

 

Tanto as atividades financeiras online como o email ou as redes sociais são, precisamente, os principais objetivos dos cibercriminosos, pelo que é importante que os internautas conheçam e se preocupem com os perigos e ameaças a que estão expostos.

O que preocupa os europeus na Internet?

           

Os anos de formação e informação sobre a segurança TI têm ajudado a que, ao largo dos últimos 12 meses, o número de computadores infetados por algum tipo de malware recebido através do email tenha caído de 11% para 8%, numa tendência que demonstra que os utilizadores estão cada vez mais conscientes dos riscos e, portanto, adotam mais e melhores medidas de proteção.

 

Mas os europeus também se mostram preocupados com as falhas de segurança a grande escala ou com a possibilidade de alguém poder espiar as suas atividades. Por exemplo:

 

  • 27% preocupam-se com as campanhas de espionagem a nível mundial
  • 42% têm medo que alguém possa porque vê-los através da câmara do smartphone ou da webcam do PC sem a sua autorização, e 28% tapa mesmo a câmara do seu equipamento
  • 40% preocupam-se com a intervenção do Estado no que fazem online (departamentos de justiça, finanças, etc.)
  • 35% reformulou a sua segurança, nomeadamente passwords, depois de conhecida a vulnerabilidade Heartbleed

 

Segurança em múltiplos dispositivos

 

Smartphones, tablets, relógios inteligentes, phablets... os últimos cinco anos trouxeram consigo uma autêntica revolução no que se refere aos tipos e números de dispositivos que usamos habitualmente no nosso dia-a-dia. Passámos em pouco tempo da supremacia (quase monopólio) do computador para uma nova era em que o uso (e as vendas) dos PCs foram superadas pelas de outros dispositivos.

 

Este fenómeno não passa despercebido aos cibercriminosos que também procuram vulnerabilidades e falhas de segurança nos novos sistemas que, agora, acompanham os utilizadores no seu dia-a-dia, especialmente, nas suas ligações à Internet, uma nova Internet das coisas que se está a espalhar ao lar e faz com que cada vez mais dispositivos sejam usados regularmente, pelo que o perigo é maior:

  • 69% dos europeus liga-se a partir do portátil/notebook/netbook/ultrabook
  • 40% a partir de  um smartphone Android
  • 31% a partir de um iPhone   
  • 15% já o fazem a partir da Smart TV          
  • E 9% também se liga à Internet a partir da consola de jogos

 

Seja por uma menor perceção do risco, ou porque o malware para dispositivos não é ainda tão conhecido como o que afeta os sistemas Windows, a verdade é que 47% dos utilizadores de smartphones com Android utilizam soluções de segurança nos mesmos, contra os 94% dos computadores desktop. E, o que é mais preocupante, os utilizadores mais jovens, que deveriam ter um maior conhecimento dos meios tecnológicos e dos seus riscos, são os mais descuidados a este respeito. E também se regista uma muito importante diferença entre sexos: as mulheres são bastante mais cautelosas do que os homens no que se refere à segurança TI.

Burlas online com dinheiro como objetivo

 

As transações financeiras estão entre as principais atividades realizadas online. E não só as relacionadas com a banca online, como também as que têm a ver com as compras, pagando diretamente nas lojas online ou através plataformas de pagamento. Por tudo isto, as contas bancárias, as credenciais de acesso a contas de serviços e plataformas de pagamento online e as passwords de acesso são objetivos prioritários para os cibercriminosos. Isto explica que um em cada dois inquiridos na Europa (52%) tenha já sofrido pelo menos uma tentativa de burla económica na Internet.

As formas de enganar os utilizadores são as mais variadas e estão em constante evolução. O spam é uma das fórmulas mais usadas, já que 40% dos inquiridos confirmam ter recebido mensagens de email ou através de redes sociais com anexos ou links suspeitos e 41% receberam emails supostamente enviados pelo seu banco, em que se lhe pedia as credenciais de acesso à sua conta bancária online ou a outro tipo de dados confidenciais.

Além disso, 17% dos utilizadores já foram redirecionados, enquanto navegavam, para páginas suspeitas que lhes solicitavam dados de acesso à sua conta bancária online, a uma plataforma de pagamento ou a uma loja online. E a 6% também lhes foi pedido que inserissem dados pessoais ou financeiros numa página web que lhes pareceu suspeita.

Por último, 4% foram vítimas de algum tipo de burla que lhes causou a perda de dinheiro. Só 31% dos inquiridos na Europa se livrou de sofrer alguma tentativa de burla online de qualquer tipo ao longo dos últimos 12 meses.

Quanto dinheiro perderam os inquiridos que sofreram burlas online? O estudo concluiu que 61% perdeu menos de 76 euros, 25% perdeu entre 76 e 190 euros e que 15% ficou sem um valor entre 190 e os 1500 euros.

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Ler 1312 vezes Modificado em Set. 10, 2014
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