Uma investigação levada a cabo pelo Jornal de Noticias conclui que são pelo menos 200 mil os lares em Portugal equipados com sistemas de descodificação de televisão de forma ilegal.

Apesar das operadoras de televisão paga redobrarem a vigilância para travar a pirataria, a verdade é que continua a ser fácil contornar a lei para poder ver a TV de “borla”, ou quase. O sistema, já há muito usado fora de Portugal, chama-se cardsharing e o método de utilização é bastante simples.

 

O interessado em “piratear” pode comprar uma destas box’s piratas na Internet, e que possui um preço médio perto dos 100€. Depois, o fornecedor, que possui uma conta legal de TV, fornece o sinal à box do seu cliente através da internet. Normalmente o acesso passa por um servidor estrangeiro como forma de dificultar a tarefa às autoridades policiais.

O fornecimento do sinal é feito mediante um pagamento mensal a rondar os 10€ por mês.

De acordo as contas da Federação Portuguesa de Editores de Videogramas (FEVIP) o valor estimado do rombo nas operadoras situa-se entre 6 e 10 % do valor da faturação mensal das empresas.

"Assim, podemos extrapolar que, segundo os dados da ANACOM [Autoridade Nacional de Comunicações], para o segundo trimestre de 2014, tendo em conta o valor médio de subscrição para a TV e banda larga fixa de 31,4 euros e sendo o número global de assinantes cerca de 3,25 milhões, o valor das perdas na sua globalidade varia entre um milhão e 600 mil euros por mês", adiantou ao JN fonte da FEVIP.

Infografia - Jornal de Noticias


Obviamente, e porque ao longo dos últimos anos são cada vez mais noticia estes tipos de esquemas, quem recorre a esta solução de acesso à TV de subscrição, incorre, em pelo menos, quatro crimes puníveis com penas que podem chegar aos cinco anos de cadeia e avultadas multas.

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Ler 2443 vezes Modificado em Set. 14, 2014
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