De acordo com os resultados apresentados durante o Chaos Computer Congress, realizado na Alemanha, Owen concluiu que apesar dos sites baseados em material relacionado com pedofilia apenas 2% das quase 45 mil páginas que usam a tecnologia da rede para se esconder, são responsáveis por 83% do tráfego da rede Tor.
Owen deixa claro que os utilizadores da rede Tor não passam 84% do tempo a visitar sites de pedofilia.
O estudo restringiu-se aos sites que usavam a tecnologia Tor para se esconder e não diz respeito aos hábitos dos utilizadores que procuram manter-se anónimos e que é garantido pela rede.
A investigação concluiu ainda que menos de um sexto dos sites que estavam online em março, quando a pesquisa começou, ainda estavam operacionais em setembro, quando terminou a investigação, sugerindo que estes sites têm um tempo curto de vida.
Owen também afirmou que os sites relacionados a venda de drogas, como a Silk Road e o Agora, são responsáveis por 24% dos sites da Tor, mas geram apenas 5% do tráfego. Sites de armazenamento de ficheiros “roubados”, como o SecureDrop e o Globaleaks, correspondem a 5% das páginas, mas geram menos de 0,1% das visitas.
A rede Tor já reagiu a este estudo e questionou a validade da pesquisa, afirmando que os números podem incluir visitas feitas por polícias e grupos anti abuso, além ataques de hackers que tentam derrubar essas páginas, através dos conhecidos ataques DoS.
Roger Dingledine, diretor-executivo da Tor, destaque que os sites que se escondem nos servidores da rede correspondem a apenas 2% do tráfego total da tecnologia de anonimato disponibilizada.
Gareth Owen afirmou também que os resultados da sua pesquisa devem ser abordados com cautela. "Não sabemos as causas da contagem alta no tráfego e não podemos dizer com certeza que ele é gerado por humanos".
Mesmo assim, o estudo levanta novas questões para a rede Tor sobre como poderia suspender e bloquear este tipo de sites assim como pode agir para identificar os seus proprietários.
Um estudo levado a cabo pela Universidade de Portsmouth concluiu que mais de 80% do tráfego da deep web, Tor, é gerado por visitas em sites de pedofilia.