Para os profissionais portugueses, a privacidade das conversas e dos documentos encontra-se comprometida também quando se está a bordo de um avião (50,4%), num lounge ou bar de hotel (48,7%), comboio (42,5%) ou num business lounge de um aeroporto (39,8%).
Os resultados globais do estudo da Regus, provenientes dos 22.000 colaboradores, indicam que, neste âmbito, os locais mais perigosos são os cafés (59%), seguidos dos lounges e bares dos hotéis (50%).
Nas deslocações diárias entre casa e o local de trabalho, os transportes públicos também são arriscados, como os comboios (42%). As viagens de negócio colocam informações confidenciais expostas nos aviões (46%), visto que tanto quem está ao seu lado ou atrás pode facilmente ler o que está no computador, sendo os aeroportos (44%) também indesejáveis para trabalhar matérias delicadas.
O estudo da ComRes, empresa especializada em estudos de mercado, em setembro de 2013, constatou que a “espionagem empresarial” é uma realidade mundial, com metade dos adultos franceses preocupados com a privacidade dos seus documentos nos transportes e 38% a admitir que em algum momento conseguiram ver informação confidencial de outras empresas.
Também uma pesquisa da empresa Ironmountain confirma que, para os colaboradores do Reino Unido, os comboios e os aviões são os principais locais com menos privacidade, contra 20% que atestam ser os aeroportos. Adicionalmente, o estudo Protecting sensitive company information from the commuter, datado de outubro de 2013, declara que a possibilidade de exposição de informações profissionais através de dispositivos móveis preocupa os colaboradores, mas que também os documentos impressos são, frequentemente, abandonados ou perdidos sem possibilidade de recuperação.
- Resumo – Locais públicos onde a confidencialidade/ privacidade é exposta:
- 59% - Cafés
- 50% - Lounges e bares de hotéis
- 46% - Voos
- 44% - Business lounges de aeroportos
- 42% - Comboios
- 29% - Cantinas
- 18% - Metro
- 7% - Parque
- 5% - Casa
Metodologia
Em Julho de 2014, mais de 22.000 colaboradores foram entrevistados, via questionário online, em 100 países, incluindo Portugal. Estes foram angariados a partir da base de dados mundial de contactos da Regus, altamente representativa, que inclui mais de 1 milhão de profissionais inseridos no mundo dos negócios.
Os entrevistados foram convidados a expressar-se sobre a privacidade do trabalho fora do escritório. A pesquisa foi gerida e administrada pela empresa independente de estudos de mercado MindMetre Research.
Os colaboradores globais aproveitam o tempo entre deslocações para fazer telefonemas e, em deslocações mais longas, consultar e-mails e ler documentos. O facto de muitas vezes o fazerem em público coloca em risco a privacidade do trabalho, é o que constata um estudo realizado pela Regus Business Centers, com base em entrevistas a mais de 22.000 colaboradores em 100 países. Segundo os portugueses, os cafés (63,7%) são os locais considerados como mais propensos a serem palco de quebras de confidencialidade, por falta de privacidade de trabalho.