Para explorar esta falha, Rahil Sasi decidiu criar um malware capaz de “roubar” o equipamento em pleno voo, logicamente que isto terá de obedecer a uma regra: estar dentro do alcance de uma rede Wi-Fi. De acordo com o programador, o malware entre dentro do drone de forma silenciosa, ou seja, sem que o utilizador se aperceba da sua entrada. Este maldrone, assim foi apelidado este tipo de ameaça, permite, por exemplo, desligar os motores do equipamento durante o voo, fazendo-o “cair como se fosse uma pedra” ou, caso o autor do malware assim o deseje, tomar o controlo total do drone.

"O meu malware assume o controlo instantaneamente, então, se o drone estiver muito alto, os motores podem ser iniciados novamente e o maldrone evita que ele caia", explicou Rahil Sasi. Outra possibilidade do maldrone é a de aceder às camaras do equipamento, permitindo ao hacker ter o acesso às imagens gravadas pelo equipamento.
Segundo indicou o The Register, esta investigação de Rahil Sasi foi levada a cabo ao longo de cinco meses até que estivesse apta a ser demonstrada. Ainda segundo Rahil este malware apenas está, para já, direcionado ao drone da Parrot pelo que para estar preparado a infetar outros drones teria de ser totalmente redesenhado.
youtube.com/watch?v=5SlWdl4ZuAI
A crescente adoção de drones chamou a atenção dos criadores de malware que viram neste tipo de equipamentos mais uma oportunidade de “espalhar o terror”.