Objetivo é “oferecer a melhor experiência possível”, mas já causou polémica

 

O Spotify comunicou que ter acesso aos contactos, fotografias e dados biométricos registados nos smartphones dos utilizadores, com o propósito de “oferecer a melhor experiência possível” e “as sugestões perfeitas para cada momento” de partilha de música.

 

 

"O Spotify está constantemente a inovar e a melhorar o seu serviço, para oferecer aos nossos utilizadores a melhor experiência possível. Isto significa oferecer as sugestões perfeitas para cada momento, ajudando a desfrutar, descobrir e partilhar mais música do que nunca", lê-se no comunicado da empresa. Por outras palavras, trata-se de um pedido de acesso aos dados pessoais dos utilizadores, salvaguardado pela questão de privacidade, que para o Spotify “é - e continuará a ser - a mais alta prioridade”. Antes de aceder à localização, fotografias e contactos, a aplicação solicitará um pedido de consentimento.

 

Polémica

 

A revista Wired descreveu a nova política de privacidade do Spotify como “um ex-namorado invejoso” que “quer ver (e obter) as tuas fotografias e saber com quem estás a falar”. Seguiram-se as críticas de Markus Persson, criador do jogo Minecraft, que escreveu no Twitter “por favor, tentem não ser maus” e cancelou a sua subscrição. Por fim, Daniel Ek, presidente executivo da empresa, decidiu esclarecer as novas políticas do serviço de streaming de música: “Devíamos ter feito um trabalho melhor ao comunicar o que significam estas políticas e como qualquer informação que se escolha partilhar será - e não será - utilizada".

 

Em breve vai ser lançada a nova política de privacidade do Spotify, depois da “pressão” feita por parte de muitos dos seus 75 milhões de utilizadores ativos. Daniel Ek assegurou que as novas disposições serão comunicadas nas próximas semanas, em prol da transparência.

 

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