O vírus chamado KeyRaider foi espalhado através da Cydia, uma loja de aplicações concebidas por entidades alheias à Apple, usada nos dispositivos desbloqueados. Os autores do vírus terão tido acesso a mais de 250 mil contas, nomeadamente às senhas dos utilizadores e a certificados do serviço de notificações. A empresa de Palo Alto, Califórnia, explicou que o malware consegue desabilitar as opções de bloqueio dos aparelhos e “extorquir o dinheiro de um resgaste aos utilizadores para continuarem a poder usar as contas”. O malware pode ainda “descarregar e comprar aplicações sem permissão”, e no caso de o utilizador recusar pagar o resgaste, comprar grandes quantidades de aplicações, atacando o cartão de crédito.
A funcionalidade “jailbreak” – escapar da prisão, em tradução livre, que pode corresponder a “desbloquear” – permite adicionar recursos extra a um iPhone, iPad ou iPod, seja através da instalação de softwares não autorizados ou do desbloqueio de funcionalidades interditas. O primeiro “jailbreak” foi lançado em 2007 com o único objetivo de poder mudar o toque do telemóvel para qualquer tipo de ficheiro áudio. Desde então, uma panóplia de novos recursos tem sido lançada e aplicada pelos consumidores.
Estima-se que o ataque do KeyRaider tenha atingido contas da Apple em 18 países por todo o mundo, e que seja o maior da história da marca causa por um malware.
Malware espalha-se através da Cydia, uma loja de aplicações de terceiros. Ataque já é considerado o maior da história da Apple.