No seu artigo, o jornalista de investigação do The Sidney Morning Herald dava conta do perigo de violação de dados como moradas, licenças de condução e detalhes dos cartões de crédito. Um dia depois, um funcionário da empresa terá acedido aos dados do jornalista com o intuito de, alegadamente, identificar a sua fonte, escreve o jornal The Guardian.
O caso ganhou recentemente volume pelo facto de a VHA negar, à partida, a prática de qualquer irregularidade. Primeiro, a empresa escreveu que “nega veementemente as alegações de [que terá havido] um comportamento inadequado”. “A VHA leva as suas responsabilidades legais e corporativas muito a sério. Nos últimos quatro anos, a VHA investiu muito a sério na segurança dos seus sistemas de informação. A empresa tem procedimentos muito restritos no que toca a privacidade da informação dos clientes e nomeou um diretor de privacidade muito empenhado. A privacidade nos nossos clientes e a proteção da sua informação são uma das nossas maiores prioridades e [por isso] levamos essa responsabilidade muito a sério”, lê-se na primeira parte do comunicado da filial australiana da Vodafone.
No entanto, mais abaixo, a empresa admite que em junho de 2012 teve conhecimento do facto de, no ano anterior, um funcionário ter acedido a “algumas mensagens de texto recentes e ao registo de chamadas de um cliente”. E acrescenta no comunicado: “A VHA encomendou rapidamente uma investigação a uma das melhores empresas de contabilidade da Austrália. A investigação concluiu que não houve nenhuma evidência em como a gestão da VHA tenha dado instruções ao funcionário para aceder às mensagens, e que a equipa da VHA estava plenamente consciente das suas obrigações legais em relação à informação do cliente”.
Os jornais indicam que há evidências em como Colin Yates, chefe responsável pela gestão de fraudes e investigações do grupo, e Richard Knowlton, diretor de segurança corporativa, trocaram emails reconhecendo que a Vodafone tinha pesquisado os registos do cliente (o jornalista), e ainda acerca do “grande risco” que as informações representariam para a empresa se fossem tornadas públicas.
Vodafone Hutchison Australia terá investigado a fonte de um jornalista depois de ter sido publicado um artigo sobre a vulnerabilidade das informações dos clientes, em 2011.