De acordo com o jornal The Sunday Times, a empresa de Mark Zuckerberg foi processada por expor a criança às ameaças do ambiente social online, uma vez que, para agravar a situação, a menina terá recebido fotografias constrangedoras e de cariz sexual por parte de vários homens. O problema do Facebook, neste caso, é o facto de não conseguir impedir utilizadores menores de fazer uma inscrição falsificando a idade (cujo limite mínimo autorizado é 13 anos).
A conta falsa aberta pela criança foi cancelada assim que a rede social tomou conhecimento da infração, mas a menor terá criado entretanto outras contas. O pai valeu-se da Justiça para processar a rede, defendendo que o Facebook devia ter políticas de restrição mais ativas em relação às idades dos utilizadores. Os advogados do queixoso classificaram o sistema de registo como “desleixado” e “negligente”, capaz de expor as crianças aos predadores sexuais. E recomendaram a implementação de outras formas de verificação da idade dos utilizadores, como por exemplo mediante o documento de identificação obrigatório.
Sabe-se que o Facebook e a família da vítima terão chegado a um acordo, pelo que o processo não deverá chegar à fase de julgamento. Fontes da empresa recusaram-se a prestar mais declarações aos órgãos de comunicação social.
Criança de 11 anos usava a conta para se exibir e o pai processou a rede por expor a filha aos predadores sexuais. O controlo das idades dos utilizadores é um problema para o Facebook.