O estudo analisou três grupos de indivíduos naturais de populações pré-industriais, sem acesso à tecnologia e a outros instrumentos que favorecem a vigília (electricidade, cafeína, televisão e Internet), para tentar perceber se os seus padrões de sono são assim tão diferentes dos padrões de sono vividos na sociedade industrial. A pesquisa envolveu 94 voluntários, oriundos de populações da Tanzânia, sul de África e Bolívia, submetidos a registos de sono de acordo com alguns padrões de comportamento das sociedades modernas, como ficarem acordados cerca de 3,3 horas depois do sol de pôr, durante 1.165 dias.
Os resultados deste estudo foram depois comparados com os resultados de outras pesquisas já realizadas acerca dos comportamentos de sono das sociedades desenvolvidas e permitiram retirar algumas conclusões. A primeira, que os indivíduos oriundos das tribos dormem 6,5 horas, um valor inferior ao registo médio da duração do sono nas sociedades modernas, que é de sete horas e meia. Por outro lado, ao contrário do que acontece com a população industrial – estima-se que 20% das pessoas sofram de insónias – o grupo analisado não apresentou sinais desse problema.
Crer que o uso das tecnologias e outros comportamentos típicos das sociedades modernas acabaram por não alterar a qualidade do sono das populações parece uma tese, ainda assim, insustentável, uma vez que um vasto leque de outros estudos tem comprovado exatamente o contrário.
Estudo analisou os padrões de sono de populações sem acesso à tecnologia e comparou-os com os resultados de outros estudos já realizados nas sociedades modernas, para tentar perceber se o uso das tecnologias tem ou não (tanta) influência na qualidade do sono.