Fora de casa, estes dispositivos enfrentam riscos potenciais, tais como danos físicos, perda ou roubo; mas também estão sujeitos a ciberataques com o objetivo de roubar os dados ou inclusive, espiar o utilizador. Os dispositivos que usam redes Wi-Fi abertas são particularmente vulneráveis a estas ameaças. No entanto, poucos são os que tomam medidas para reduzir o risco.
O estudo da Kaspersky Lab mostra que só 26% dos utilizadores adaptam as suas atividades online quando estão numa rede Wi-Fi pública insegura, apesar de correrem o risco de, desta forma, verem os seus dados e passwords intercetados. Um pouco mais de metade dos utilizadores (53%), aproveita as medidas de segurança que vêm com o smartphone, tais como a função de localização do dispositivo ou o bloqueio remoto.
O impacto de não proteger os dispositivos que transportamos connosco pode ser significativo. De acordó com o estudo, 25% dos utilizadores cujo dispositivo se perdeu ou foi roubado descobriram que a sua informação pessoal ou secreta acabou por ser roubada.
"O vínculo de confiança entre os utilizadores e seus dispositivos pode levar a que se esqueçam da segurança. É difícil imaginar que algo que trazemos connosco o tempo todo e a que recorremos frequentemente possa tornar-se numa ameaça. Mas a verdade é que isso pode acontecer, e acontece mesmo. Um amigo digital pode tornar-se num inimigo digital. A incapacidade de avaliar os possíveis riscos e de proteger os dispositivos e os dados que estes contêm pode significar a perda de informação confidencial, dinheiro e inclusive a própria identidade. A câmara do dispositivo que utilizamos para capturar o mundo pode ser pirateada e utilizada para explorar a nossa vida. A segurança não é nem pode ser vista como um extra opcional", sublinha Alfonso Ramírez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia.
O estudo foi realizado online pela B2B International em Junho de 2015 sendo que durante a realização do estudo, foram entrevistados um total de 12 355 pessoas com idades a partir dos 16 anos e distribuídas num total de 26 países.
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