A Kaspersky Lab realizou um estudo europeu em conjunto com o IFOP, o Instituto Francês de Opinião Púbica, no qual analisa e compara hábitos, comportamentos e atitudes dos utilizadores no que diz respeito às suas passwords na Internet e à sua… roupa interior. Com o título "As passwords são como a roupa interior", o estudo tem como objetivo consciencializar os utilizadores de que as regras básicas de "higiene pessoal" se podem aplicar à proteção da vida privada online.

 

 

Segundo o estudo da Kaspersky Lab, os utilizadores da Internet têm menos cuidado a manter em privado as suas passwords do que a sua roupa interior - apesar de as passwords serem fundamentais para manter a sua vida online a salvo.

 

Ideias principais:

 

  • 44% dos utilizadores da Internet já divulgaram a sua password a outras pessoas. Uma média de 26% dos inquiridos admite ter partilhado as suas palavras-passe com colegas de trabalho ou companheiros de casa, manifestando disposição para voltar a fazê-lo.
  • Quando questionados sobre se prefeririam partilhar a sua roupa interior ou as suas passwords com algum conhecido, 71% afirmaram que preferiam facilitar as suas passwords.
  • Enquanto 87% confirmam que mudam de roupa interior todos os dias, quase 50% dos europeus só altera as suas passwords menos de duas vezes por ano - e em alguns casos nunca.
  • 22% dos europeus admitem que têm mais passwords que roupa interior.

 

"Muitas pessoas tendem a pensar que as passwords realmente não os protegem e que não são mais que um requisito incómodo criado por técnicos para fazer-nos crer que as nossas credenciais são seguras. A realidade é que os cibercriminosos estão dispostos a gastar muito tempo e dinheiro a tentar roubar as passwords que protegem a nossa informação mais confidencial. O estudo mostra claramente as atitudes contraditórias que os utilizadores têm em relação às passwords. Preferimos assumir o risco de expor a nossa vida privada em vez de cumprir as diretrizes que nos protegem. No entanto, na maioria dos casos, manter a informação a salvo consiste em seguir apenas umas poucas regras básicas. Por exemplo: não se devem partilhar as passwords, estas não devem estar à vista de todos e convém mudá-las regularmente – tal como acontece com a roupa íntima ", afirma Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia.

 

Regra número 1: as passwords devem ser frequentemente mudadas

Quando questionados acerca da frequência com que mudam as suas passwords, os utilizadores da Internet na Europa revelaram diferencias significativas de um país para o outro: 46% dos espanhóis, 58% dos franceses e 45% dos dinamarqueses dizem que mudam as suas passwords menos de duas vezes por ano, em alguns casos nunca. Os alemães estão lá mais atrás, com apenas 36% dos utilizadores a mudar regularmente as suas passwords. Os números invertem-se quando se trata de roupa interior: 87% dos inquiridos afirmam que a mudam diariamente. Algumas nacionalidades são menos exigentes quanto à frequência com que mudam de roupa interior, em particular os dinamarqueses: 11% não o faz diariamente.

 

Os especialistas em segurança recomendam que os utilizadores alterem todas as passwords da conta se existir a mínima suspeita de que a sua privacidade possa estar comprometida.

 

Regra número 2: as passwords não se emprestam

O estudo da Kaspersky Lab revela que 44% dos espanhóis já partilharam a sua password com outra pessoa em determinado momento. No entanto, parece que são um pouco menos generosos quando se trata da sua roupa interior, só 36% dos participantes no estudo já emprestaram a alguém uma peça da sua roupa mais íntima. Os holandeses parecem ser os mais cuidadosos com as passwords, mas ainda assim 38% admitem ter partilhado a sua password com algum conhecido. No caso dos italianos, 46% já o fez, enquanto 47% dos dinamarqueses e 51% dos franceses já partilharam a palavra-passe.

 

Regra número 3: as passwords não devem ser reveladas (nem em privado)

Aparecer nu em público é um pesadelo bastante comum e o drama é similar ao de perder os dados pessoais devido a uma ameaça na Internet. Quando questionados sobre qual destas duas situações os assusta mais, a grande maioria dos participantes no estudo –73% - diz que o seu pior pesadelo era aparecer nu em público.

 

Segundo Laurence Allard, professora do IRCAV-Paris 3 Sorbonne Nouvelle e socióloga: "quem não foi alguma vez atormentado pelo pesadelo de se ver despido no local de trabalho ou pátio da escola? Quando crescemos - e com a digitalização das nossas vidas - parece que este medo se veio juntar ao da exposição dos nossos dados confidenciais, já que isso implicaria a devassa da nossa intimidade. Com efeito, perder a password conduz a uma série de medos, começando pelo de ver os dados pessoais expostos a estranhos. Dado que os dispositivos eletrónicos estão a representar um papel muito importante nas nossas vidas, é vital que sigamos um estilo de vida saudável e impecável no que toca à segurança, se não quisermos ver os nossos dados publicados na Internet ou utilizados com fins maliciosos. Mudar de password, não a partilhar com ninguém e escolher uma palavra-passe diferente em função dos serviços e terminais utilizados são comportamentos que se traduzirão numa vida digital segura".

 

O estudo foi realizado conjuntamente pelo IFOP e Kaspersky Lab junto de uma amostra de 1.000 utilizadores da Internet em 7 países (Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, Holanda e Dinamarca). O estudo foi feito através de entrevistas online, entre os dias 16 e 22 de Setembro de 2015.

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