O estudo foi feito com base numa analise a 23 mil paginas distribuídas por 5685 sites dedicados a este tipo de conteúdos e explica que estes serviços “sobrevivem” graças à presença de anúncios publicitários apresentado a milhões de utilizadores, sendo que muitas das vezes estes conteúdos publicitários não preenchem os requisitos definidos pelo Internet Advertising Bureau, uma organização internacional que tem como missão promover padrões para a publicidade online.
Uma das formas mais frequentes de apresentar estes conteúdos publicitários passa por sobrepor publicidade sobre o vídeo fazendo com que o espetador seja levado a clicar inadvertidamente no anuncio. Outra das formas passa também por esconder os botões de fecho de anúncios fazendo com que o utilizador carregue, sem querer, no anuncio e dessa forma dando rentabilidade ao proprietário do site.
“As nossas medições revelam que, em média, há cinco ou seis sobreposições nos vídeos”, é revelado pelos investigadores no artigo. “Para além disso, em média, 93% dos vídeos estão repletos de publicidade sobreposta, que esconde mais de 80% da área do vídeo. Observámos que a maioria destes anúncios consiste em botões falsos colocados exatamente no centro do vídeo, para levar os utilizadores a clicar.” Este género de sites tenta também contornar os bloqueadores de publicidade, que podem ser instalados nos browsers para esconder todo o tipo de anúncios e que são uma funcionalidade com popularidade crescente.
Os investigadores indicam ainda que alguns destes sites distribuem diretamente software malicioso colocando assim em risco os sistemas informáticos usados pelos espetadores.
O mesmo estudo recorda ainda que este tipo de sites vai contra as leis, violando os direitos de autor, sendo que também os que assistem e acedem a este tipo de conteúdos estão em infração.

Uma investigação levada a cabo por uma universidade belga revela que os sites que permitem visualizar desporto online e, supostamente, de forma gratuita podem acarretar riscos para os utilizadores.