Os trojans financeiros continuam a ser a ameaça online mais perigosa. Este malware é geralmente difundido através de websites fraudulentos e e-mails de spam: depois de infetar os utilizadores, imitam a página online oficial do banco da pessoa, numa tentativa de roubar as suas informações pessoais, como detalhes de conta, palavras-passe ou detalhes dos cartões de crédito.

 

Segundo as estatísticas trimestrais da Kaspersky Lab, a Turquia é agora o país que sofre mais ataques deste tipo: 3.45% dos utilizadores de produtos Kaspersky Lab no país depararam-se com pelo menos uma ameaça deste género durante o trimestre. Em segundo lugar está a Rússia, com 2.9% de ameaças online, seguida do Brasil com 2.6%. Os Jogos Olímpicos farão, provavelmente, com que o Brasil ocupe um lugar superior na lista dos próximos meses.

 

 

Os principais culpados foram os trojans financeiros Gozi e Nymaim, com os dois autores a unirem forças. O Trojan Nymaim foi inicialmente desenvolvido ransomware, que bloqueava dados importantes dos utilizadores e que depois pedia resgate para os desbloquear. Contudo, a última versão inclui a funcionalidade de trojan financeiro a partir do código fonte Gozi que permite acesso remoto dos hackers aos computadores das vítimas. Aparentemente a cooperação destes Trojans na distribuição deste malware colocou-os no top 10 do ranking de malware financeiro. O Gozi ficou em segundo lugar, com 3.8% de utilizadores com software de proteção a detetar o malware financeiro, enquanto o Nymaim ficou em sexto lugar com 1.9%. A lista de malware financeiro continua a ser liderada pelo Zbot, já que cerca de 15.17% dos utilizadores atingidos por um malware financeiro foram atacados por este trojan.

 

 “O malware financeiro continua ativo e a desenvolver-se muito rapidamente. Os novos trojans financeiros aumentaram bastante as suas funcionalidades, adicionando novos módulos como o ransomware. Se os hackers conseguirem roubar os dados pessoais dos utilizadores, vão encriptá-los e pedir dinheiro em troca dos mesmos. Outro exemplo é a família Neurevt Trojan. Este malware era utilizado não só para roubar dados em sistemas bancários online mas também para envio de spam. Na Kaspersky Lab respondemos a estas ameaças aperfeiçoando a forma como detetamos e classificamos o malware financeiro. Assim, podemos bloqueá-los ainda mais depressa,” afirma Alfonso Ramírez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia.

 

Outras estatísticas sobre as ameaças online que constam do relatório do segundo trimestre 2016

  • No total, os produtos Kaspersky Lab bloquearam 171,895,830 ataques online contra utilizadores entre abril e junho;
  • O malware teve origem em 191 países, ainda que 81% venha de um conjunto de apenas 10 países, liderado pelos E.U.A. (35.4%), Rússia (10.3%) e Alemanha (8.9%);
  • 54,539,948 URLs foram identificados como maliciosos por parte das soluções de segurança da empresa, o que representa um decréscimo de 17% face ao mesmo trimestre de 2015;
  • Um em cinco utilizadores de PC foi vítima de pelo menos um ataque online durante o trimestre;
  • Os produtos da Kaspersky Lab detetaram 16,119,489 objetos malicioso: scripts, exploits, ficheiros EXE, entre outros;
  • Os países mais seguros online foram, nestes três meses, o Canadá (15%), a Roménia (14.6%) e a Bélgica (13.7%), enquanto os países com maior risco de infeção online foram o Azerbaijão (32.1%), a Rússia (30.8%) e a China (29.4%).

 

Para minimizar o risco de infeção, os utilizadores são aconselhados a

  • Utilizar fortes soluções de segurança e garantir que mantêm o software atualizado
  • Realizar um scan regular ao sistema para garantir que não há nenhuma possível infeção
  • Ser prudente na atividade online e não colocar informações pessoais em websites se tiver alguma suspeita ou não se sentir seguro.
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Ler 1741 vezes Modificado em Ago. 12, 2016
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