O exército norte-americano está a desenvolver formas de lançar ataques virtuais contra os seus inimigos, no âmbito de uma estratégia para aumentar o seu poderio bélico no ciberespaço.

Segundo Rober Elder Jr., responsável máximo do comando de ciberoperações da Força Aérea dos EUA, estes ataques poderão ser utilizados, numa primeira fase, para interceptar os pacotes de dados que representem uma ameaça para os sistemas informáticos norte-americanos, escreve a AP.

No futuro, o exército dos Estados Unidos poderá recorrer à ciberguerra para desactivar os sistemas de comunicação do inimigo, eliminando a necessidade de utilizar métodos tradicionais como os bombardeamentos.
Os ciberataques estão, no entanto, sujeitos às mesmas regras dos ataques convenciais - como a necessidade de apresentar uma declaração formal de guerra -, e só serão realizados após um acontecimento que seja entendido como um acto de guerra, frisou Elder.

No início da guerra do Iraque, os EUA levaram a cabo ataques virtuais rudimentares, lembrou o responsável, acrescentando que desde então as capacidades ofensivas do exército evoluiram.

Quando estourou o conflito no Iraque, os militares norte-americanas utilizaram dispositivos de interferência electrónica para desactivar os sistemas militares iraquianos, e efectuaram ataques de rede para cortar as comunicações entre os soldados iraquianos.

O cibercomando da Força Aérea norte-americana foi criado no ano passado com objectivo de lidar com a ameaça crescente dos ataques informáticos.

Foi também no ano passado que o Pentágono foi alvo de uma onda de ciberataques - alegadamente perpretados por elementos ligados ao Exército de Libertação Popular da China - que incapacitaram parte do sistema informático do secretário de Defesa e foram considerados os mais bem sucedidos de sempre contra o Departamento de Defesa dos EUA.

 Fonte : Ciberia

{mosgoogle}
Classifique este item
(0 votos)
Ler 2170 vezes
Top