Acessibilidade
O evento teve início com um vídeo sobre acessibilidade e o anúncio de um novo site www.apple.com/accessibility no qual a Apple congrega os seus recursos com o objectivo de qualquer pessoa com necessidades especiais poder usar os seus produtos.
youtube.com/watch?v=XB4cjbYywqg
iOS
Seguiram-se algumas actualizações, com destaque para a receptividade do mercado ao iPhone 7 e à percentagem de adopção do iOS 10 em comparação com o Android 7, segundo a Apple, 60% contra menos de 1%.
A mais recente versão do iOS 10.1 beneficia particularmente os utilizadores do iPhone 7 Plus, que dispõem agora do novo modo Retrato que resulta num efeito profissional de baixa profundidade de campo, com o fundo das fotografias intencionalmente desfocado.
Há algum tempo que a Apple percebeu a enorme importância do mercado asiático. Pagamentos através do sistema Apple Pay e informação de transportes e trânsito estão agora disponíveis no Japão.
Apple Watch
A parceria com o gigante norte-americano de equipamentos desportivos Nike recebeu um novo impulso com o lançamento, a 28 de Outubro, da edição especial Apple Watch Nike+.
Apple TV
A Apple TV também mereceu destaque com a introdução em Dezembro de uma nova aplicação simplesmente denominada TV.
Inicialmente apenas nos EUA, esta aplicação congrega toda a programação dispersa em diversas aplicações, numa tentativa de organizar a vida dos telespectadores que têm dificuldade em escolher a programação de mais de 80000 aplicações, incluindo 1600 de produtoras de conteúdos vídeo e do Twitter, que demonstrou uma nova forma interactiva dos seus utilizadores assistirem a programação desportiva.
Naturalmente, os utilizadores que interrompam a visualização de um programa na Apple TV poderão continuar a vê-lo num iPad ou iPhone, sem complicações.
MacBook Pro
Os mais distraídos ficaram ainda a saber que a Apple escolhera a data do evento de renovação de toda a gama MacBook Pro na mesma semana do 25º aniversário de lançamento do seu primeiro portátil, o PowerBook.
Sendo cada vez mais difícil guardar segredos no plano industrial, quando o novo MacBook Pro foi oficialmente desvendado já se sabia que traria uma barra táctil em substituição das teclas de funções. Ainda assim, a solução que os técnicos de Cupertino deram à apelidada Touch Bar parece ter sido bem conseguida e abre caminho à criatividade dos desenvolvedores de software. Será interessante observar se a Apple voltou a ditar a tendência seguida pela indústria e se as teclas de funções terão os dias contados.
youtube.com/watch?v=4BkskUE8_hA
A mesma questão aplica-se às ligações de entrada e saída, uma vez que a Apple descartou quaisquer normas além da USB-C. Todos os novos MacBook Pro apresentam-se agora com a tradicional entrada de auscultadores e microfone, e quatro portas USB-C. A excepção à regra passa a ser a versão de entrada do modelo de 13 polegadas, limitado a duas destas ligações, e que ainda mantém as teclas de funções.
O teclado retro-iluminado com o mecanismo em borboleta de segunda geração reflecte a tendência estreada no MacBook de 12 polegadas, com teclas mais amplas e de menor curso, proporcionando maior conforto, melhor resposta e menor volume, indispensável à redução da espessura de todo o conjunto.
Disponíveis em duas tonalidades, Cinzento Sideral e Prateado, ambos os modelos apresentam-se em chassis ainda mais compactos, tendo o de 13 polegadas 1,37 kg e 14,9 mm de espessura, e o 15 polegadas 1,83 kg e 15,5 mm.
O design foi amplamente revisto, com melhorias substanciais em termos de volume, peso e ergonomia. O generoso trackpad Force Touch não passa despercebido, com o dobro do tamanho em relação à geração anterior, e pela primeira vez foi incluído um sensor Touch ID que possibilita a autenticação ou mudança de utilizador e pagamentos Apple Pay com o simples toque de um dedo, à semelhança do que já acontece com os mais recentes iPad e iPhone.
De notar que ainda que, à semelhança do MacBook de 12 polegadas, a maçã deixa de ser iluminada, passando o logotipo a ser em preto brilhante, no caso do Cinzento Sideral, e em branco, no Prateado.
O som foi melhorado, debitando mais 58% de volume bem como graves mais profundos. Também os ecrãs retina apresentam agora mais 67% de brilho e contraste, e cobrem mais 25% do espectro de cores.
A Apple deu ainda a indicação de ter abandonado o mercado dos monitores externos ao anunciar uma parceria com a LG, que produziu dois modelos de 21,5” 4K e 27” 5K, com ligações Thunderbolt 3 via USB-C dedicadas que permitem transportar a imagem e alimentar o MacBook Pro através de um único cabo. Todas as portas USB-C suportam até 40 Gbps de transferência de dados via Thunderbolt, ligação a dois monitores 5K em simultâneo, e alimentação eléctrica — a conecção magnética MagSafe, lançada em 2006, foi assim abandonada.
No interior, estão disponíveis configurações que começam com processadores Intel Core i5 dual core e gráficos Intel Iris de última geração para o modelo maios pequeno e Core i7 de quatro núcleos e placa Radeon Pro de série no de 15 polegadas.
Quanto ao armazenamento SSD PCIe, além da maior velocidade anunciada, a principal novidade centra-se possibilidade de incluir até 2 TB, embora qualquer personalização das configurações propostas produza um acréscimo de preço proibitivo.
youtube.com/watch?v=WVPRkcczXCY
Pequeno só no tamanho…
Os preços sofreram um considerável acréscimo em toda a gama e pode esquecer a ideia de personalizar qualquer item da configuração base.
A versão de entrada na gama 13” com as tradicionais teclas de funções custa 1.749,00 €, sendo que o primeiro modelo a receber a Touch Bar tem o valor de 2.099,00 € com 256 GB de armazenamento e 2.299,00 € se se optar por 512 GB.
A gama de 15” começa nos 2.799,00 € com 256 GB e uns módicos 3.299,00 € se tiver o dobro do armazenamento.
Sem pôr em causa a inegável qualidade de um produto absolutamente soberbo, parece-nos que o grau de nicho elitista saiu excessivamente vincado nesta geração do MacBook Pro.
Nota: Por opção do autor, o texto não obedece às regras do novo acordo ortográfico.
Keynote Apple Completa
youtube.com/watch?v=vjeMkGfFtBw
No passado dia 27 de Outubro, a Apple convidou os Órgãos de Comunicação Social para assistirem a mais uma apresentação no Town Hall, auditório principal da própria sede da empresa em Cupertino.