“Três tecnologias contribuíram para o avanço na bateria de lítio de alta temperatura assistida por grafeno. Primeiro, um aditivo especial nos eletrólitos pode remover o traço de água e evitar que os eletrólitos se evaporem em altas temperaturas. Segundo, materiais NMC com grandes cristais modificados são usados para o cátodo, melhorando a estabilidade térmica do pó de cátodo. E em terceiro, o grafeno permite o arrefecimento mais eficiente da bateria de lítio”, disse Yangxing Li, cientista chefe do Watt Laboratory da Huawei.
De acordo com o cientista, são realizados “testes de carga e descarga num ambiente de alta temperatura. Os testes demonstram que, quando os parâmetros de trabalho são os mesmos, a bateria de lítio de alta temperatura assistida por grafeno é 5°C mais fria do que as baterias de lítio normais. Mais de 70% da capacidade da bateria de grafeno permanece após ela ser recarregada 2000 vezes a uma temperatura de 60°C e, além disso, menos de 13% da capacidade é perdida após ser mantida num ambiente de 60°C por 200 dias”.
Os resultados da pesquisa da Huawei vão redefinir os sistemas de armazenamento das estações base de comunicações. Em regiões de alta temperatura, as estações base externas equipadas com as baterias de lítio de alta temperatura assistidas por grafeno podem ter um ciclo de vida de trabalho superior a 4 anos. Essas baterias garantem uma alta quilometragem por carga ideais para veículos elétricos em altas temperaturas. Elas também podem garantir a operação segura de drones, que muitas vezes geram uma significativa quantidade de calor.
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A Huawei, através do Watt Laboratory, organização do Instituto Central de Pesquisa da empresa chinesa, anunciou ter criado a primeira bateria de lítio assistida por grafeno com a mais longa vida útil do mundo. Esta bateria é capaz de suportar altas temperaturas, o que representa um avanço significativo na investigação cientifica.