Num inquérito realizado a 16.750 pessoas em todo o mundo, a Kaspersky Lab descobriu a frustração das pessoas relativamente às redes sociais. Algumas pessoas desenvolvem emoções negativas depois de passarem algum tempo nestas plataformas, devido a uma variedade de razões, e isto ultrapassa os efeitos positivos das mesmas.
Os utilizadores visitam as redes sociais por motivos positivos e para se sentirem bem. A maioria (65%) utiliza as redes sociais para se manter em contacto com os seus amigos e colegas e para ver posts engraçados e divertidos (60%). Também é despendida uma quantidade de tempo significativa na criação de um perfil digital e no preenchimento do mesmo com todos os tipos de momentos positivos, com a publicação de coisas que os faça sorrir (61%), e a contar os bons momentos que estão a ter durante as férias (43%).
Não é surpreendente que 72% das pessoas se sintam incomodadas pela publicidade, que se começou a tornar extremamente intrusiva e que interrompe as suas comunicações online, mas as razões para que se sintam tristes vão além disso. Apesar do desejo de se sentirem bem com as suas interações nas redes sociais, quando as pessoas veem os posts felizes dos seus amigos de férias, dos seus hobbies e festas, acabam por ficar com o sentimento de que as outras pessoas estão a aproveitar mais a vida do que eles. Por exemplo, cerca de 59% das pessoas sentiram-se infelizes quando viram um post de um amigo numa festa para a qual não foram convidadas, e 45% confessa que os posts felizes dos seus amigos de férias tiveram uma influência negativa neles. Além disso, cerca de 37% admitiu ainda que rever os seus antigos posts felizes os pode deixar com o sentimento de que o seu próprio passado foi melhor do que a sua vida no presente.
Um outro estudo demonstrou ainda a frustração das pessoas relativamente às redes sociais com cerca de 78% a admitir já ter considerado deixar as mesmas. O único motivo que faz com que permaneçam é o medo de perder as suas memórias digitais, como fotografias e contactos com os seus amigos. E se manter o contacto com os amigos pode ser um problema difícil de resolver, a Kaspersky Lab está a trabalhar numa solução que ajuda as pessoas a guardar as suas memórias digitais.
“A nossa relação com as redes sociais tem-se desenvolvido em círculo vicioso. Queremos estar nas nossas plataformas sociais para contar a todas a gente as coisas positivas que andamos a fazer – isso faz-nos sentir bem”, afirma Evgeny Chereshnev, Diretor de Redes Sociais, na Kaspersky Lab. “Mas a verdade é que estamos todos a fazer o mesmo, ou seja, quando entramos nas redes sociais somos automaticamente bombardeados com imagens e posts dos nossos amigos a divertirem-se. E parece que eles estão a aproveitar a vida melhor do que nós. É simples de perceber porque é que isto anda a deixar as pessoas a sentirem-se tristes e porque é que muitas estão a considerar abandonar as redes sociais. O único problema é que de facto se sentem presas, com medo de perder as suas memórias preciosas, armazenadas nas redes sociais.”
Para ajudar as pessoas a decidirem livremente sobre se querem ou não manter conta nas redes sociais – sem perder as suas memórias digitais-, a Kaspersky Lab está a desenvolver uma nova app – FFForget -, que vai permitir que as pessoas façam um back up de todas as suas memórias a partir das redes sociais que utilizam e que as mantenham seguras, com um encrypted memory container, que lhes dará a liberdade para sair de qualquer rede social quando quiserem sem perderem o que lhes pertence: as suas vidas digitais.
FFForget deverá ser lançada em 2017. Os utilizadores interessados podem-se registar em ffforget.kaspersky.com para receberem updates e insights, dar algum feedback e receber acesso antecipado.
As redes sociais tiveram como base da sua criação a possibilidade de estar em permanente contacto com amigos e de partilhar memórias felizes. No entanto, os resultados do último estudo realizado pela Kaspersky Lab mostram que as redes sociais começam, também, a gerar