Triada é o “substituto” do HummingBad e surge agora como a ameaça mais popular em smartphones e tablets a nível mundial. Trata-se de uma backdoor modular para Android que atribuí privilégios de superutilizador ao programa malicioso descarregado para se introduzir nos processos do sistema. No total, representou 9% de todos os ataques reconhecidos durante janeiro.
Quanto às famílias de malware, as três principais foram: Kelihos, uma botnet utilizada para roubar bitcoins que já infetou 5% das organizações a nível mundial, sendo a terceira mais importante no nosso país, seguida muito de perto por HackerDefender e Cryptowall, ambas responsáveis pela contaminação de 4,5% das empresas.
Estas três famílias de malware mostram que os cibercriminosos utilizaram uma ampla gama de vetores e táticas de ataque para se infiltrarem nas empresas. Afetam todos os passos da cadeia de infeções, incluindo os emails de spam que se propagam por botnets, e contêm instaladores que eventualmente plantam ransomware ou um Trojan no terminal da vítima.
No que se refere a smartphones e tablets, o Triada, HummingBad e Hiddad são as ameaças que mais empresas atacaram a nível global durante o mês de janeiro.
Top 3 das ameaças em Portugal
Curiosamente, em Portugal apenas uma das ameaças que mais estragos fez a nível mundial conta do Top 3: o malware Kelihos. Estas foram, então, as tres famílias de malware mais frequentes durante janeiro no nosso país:
- Conficker – Worm que atua contra computadores com Windows. Explora as vulnerabilidades do sistema operativo e lança ataques contra as passwords do utilizador para permitir a sua propagação enquanto forma uma botnet. A infeção permite ao atacante aceder aos dados pessoais dos utilizadores, como a sua informação bancária, os números dos seus cartões de crédito e as suas passwords. Propaga-se através de websites como Facebook e Skype
- Nemucod – Como “backdoor”, este trojan permite ao atacante controlar à distância equipamentos sem o conhecimento ou autorização das vítimas. O Nemucod introduz malware nos sistemas desde 2015, podendo inclusive andar por cá há mais tempo do que isto. O seu vetor de distribuição tem sido constant: mensagens de Spam a informar as vítimas acerca de dívidas por pagar, bagagem retida e outros esquemas fraudulentos que apelam à atenção imediata da vítima.
- Kelihos – Conhecida como uma das pores botnets de sempre, o Kelihos (ou Hlux) está sobretudo no negócio do roubo de Bitcoins. Espalha-se através do envio de mensagens de spam massivas que contêm links para outros tipos de malware. A botnet consegue, ainda, comunicar com outros PCs para trocar informações acerca da melhor forma de enviar emails de spam, roubar informações sensíveis e executar ficheiros maliciosos.
Nathan Shuchami, responsável de prevenção de ameaças da Check Point, explica que “a ampla gama de famílias observadas durante janeiro utilizaram todas as táticas disponíveis, o que mostra a dificuldade que as equipas de TI enfrentam hoje. Para se defenderem, as organizações devem aplicar medidas avançadas de prevenção de ameaças nas suas redes, terminais e dispositivos móveis para deter o malware na fase prévia à infeção.”
O Mapa Mundial de Ciberameaças ThreatCloud utiliza a tecnologia Check Point ThreatCloudTM, a maior rede colaborativa de luta contra o cibercrime, que oferece informação e tendências sobre ciberataques através de uma rede global de sensores de ameaças. A base de dados inclui 250 milhões de endereços que são analisados para descobrir bots, cerca de 11 milhões de assinaturas e 5,5 milhões de websites infetados. Além disso, identifica milhões de tipos de malware todos os dias.
Desde janeiro de 2017, a Check Point reviu a forma como indexa as ameaças mais populares: agora mostra a percentagem de empresas em todo o mundo que cada família infetou. Isto permite fazer um ranking dos perigos que mais afetam as empresas, em vez de se basear no número de vezes que foram detetadas. O novo método oferece uma visão mais precisa do impacto real dos ciberataques durante o mês em análise.

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