Na Europa, a Alemanha é um país de destaque devido ao aumento de ataques terroristas. Em 2015 ocorreram dois ataques, e no último ano registaram 15. Também os Estados Unidos sofreram, no ano de 2016, o maior número de incidentes terroristas da década, contudo e de acordo com o mesmo estudo, esta ameaça mantém-se num nível moderado. Apesar do extremismo islâmico ser o principal responsável pelo aumento do risco de terrorismo e violência política em todo o mundo, também posições de extrema-direita contra os refugiados têm contribuído para este incremento.
De acordo com o mesmo estudo, o setor energético foi o que mais sofreu com os ataques terroristas. As empresas de petróleo e gás natural foram alvo de 41% dos incidentes em 2016 e a tendência é para continuar em 2017. A Nigéria e a Colômbia estão no topo da lista de países afetados pelo terrorismo com foco neste setor da economia.
Na análise ao Mapa de Risco Político hoje divulgado pela Aon em conjunto com o Roubini Global Economics, as várias declarações do presidente Trump, os resultados do Brexit no Reino Unido, as eleições em França (a decorrer em Abril) e em vários países africanos, com destaque para Angola (a decorrer em Agosto), constituem fatores de instabilidade política e económica com impacto mundial.
Entre os países onde o Risco Político mais aumentou, encontra-se Moçambique, que passou de um risco médio alto para risco elevado, por influência dos escândalos de empréstimos às empresas estatais, do endividamento do Estado, do crime organizado em ascensão e da falta de segurança. Este clima de insegurança e economia fragilizada tem também contribuído negativamente para a falta de financiamento de capital estrangeiro.
Para Pedro Penalva, CEO da Aon Portugal, “As políticas globais em 2017 estão a seguir numa direção mais violenta e propensa a crises. O terrorismo continua a constituir uma ameaça crítica, impactando dezenas de países e setores chave, como o petróleo e o gás natural, a aviação, o turismo, o retalho e os media. No entanto, em 2017 as empresas devem desenvolver estratégias para fazer face aos riscos que ameaçam os seus negócios no campo geopolítico.”