A Fundação Calouste Gulbenkian vai receber a grande final da maior competição nacional pela melhor aplicação criada por jovens para resolver problemas sociais. Na quarta edição do Apps for Good, que decorrerá no próximo dia 24 de setembro, as 22 equipas de alunos finalistas vão demonstrar o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, apresentando as suas ideias (Apps) que solucionam problemas reais.

O evento final contará com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Diretor-Geral da Educação, José Vitor Pedroso, do Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian Pedro Norton, , a CEO do Apps for Good, Iris Lapinski, entre outras personalidades. O júri que irá avaliar as 22 aplicações finalistas será composto por elementos que representam os parceiros do programa. 

Todas as aplicações nesta competição jovem pretendem impactar a sociedade para melhor. Exemplos de uma aplicação que ajuda os pais a fazerem um registo rápido e a visualizarem os dados do seu recém-nascido; um dicionário digital que permite consultar o significado de palavras através da câmara do telemóvel, texto ou pesquisa por voz; uma plataforma de comunicação com voluntários, fontes de alimento e particulares/empresas que pretendam fazer um donativo; outra que pretende facilitar a vida a todas as pessoas que necessitem de pequenas reparações ou serviços em casa, ou ainda outra que agrega e disponibiliza informação sobre a capacidade dos parques de estacionamento e de lugares vagos, entre outras.

Programa:

Dia: 24 de setembro de 2018

Local: Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)

Agenda:

12h00 – Receção das equipas de alunos e professores

13h30 – Pitch: Apresentações feitas pelas equipas de alunos em sessões de 3 minutos (aberto aos interessados em ouvir as apresentações das equipas)

Evento Público

15h30 – Marketplace: Mostra de todas as aplicações pelas equipas de alunos

16h45 – Entrega de Prémios

17h30 – Encerramento

“A tecnologia deve ser um meio, e não apenas um fim, para a resolução de problemas e de causas sociais que permitam criar uma sociedade mais inclusiva, cívica e sustentável, e o Apps for Good desenvolve a capacidade crítica, criativa e empreendedora dos jovens”, afirma João Baracho. O diretor executivo do CDI salienta ainda que “tendo como objetivo final a criação de aplicações que abordem um tema de desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos, o programa permite que os jovens se sintam capazes de mudar o mundo”.

Lançado há cinco anos pelo CDI Portugal, o Apps for Good é um programa que pretende seduzir jovens (entre os 10 e 18 anos) e professores para a utilização da tecnologia como forma de resolver os seus problemas, propondo um novo modelo educativo mais intuitivo, colaborativo e prático. O objetivo do programa é o desenvolvimento de Apps para smartphones e tablets que possam contribuir para a resolução de problemas relacionados com a sustentabilidade do mundo em que vivemos.

A operacionalização do projeto decorre ao longo do ano letivo, onde professores (de todas as áreas disciplinares) e alunos têm acesso a conteúdos online com uma metodologia de projeto de 5 passos. Para apoiar no desenvolvimento do projeto, os participantes têm acesso a uma rede de especialistas que se ligam online à sala de aula, para prestar todo o apoio de esclarecimento de dúvidas. O modelo de implementação poderá ser em regime curricular ou extracurricular.

No final do projeto, as escolas poderão optar por participar na competição que está dividida em duas fases: Encontros Regionais – semifinais em que todos os alunos são convidados a ir a Marketplace e a fazer o seu pitch – e Evento Final – onde são premiadas as melhores soluções.

O Apps for Good conta com vários parceiros, como a Microsoft, Fundação Calouste Gulbenkian, Synopsys, Fundação PT, Fujitsu, Siemens, SAP, DNS.pt, REN, SIVA, BNP Paribas, SAGE, IBM, DECSIS, SRS Advogados e PWC entre outros, mas também parceiros institucionais, como a Direção-Geral de Educação, a Associação Nacional de Professores de Informática, a APDC, a Educom, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, a Associação Portuguesa de Professores de Inglês e a Associação de Professores de Matemática. Este programa é ainda financiado pela Iniciativa Portugal Inovação Social.

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