Vários casos recentes, tais como os tweets partilhados por James Gunn ou Kevin Hart, demonstram como é que informação que partilhamos online por vontade própria pode ser uma armadilha no futuro – causando vários danos a reputações e carreiras. Para as pessoas do dia-a-dia, é cada vez mais comum os empregadores e potenciais empregadores utilizarem plataformas sociais, como o LinkedIn, Instagram e Facebook, para saberem mais sobre a reputação dos seus colaboradores e candidatos, e verificarem se estes não têm comportamentos que desrespeitem a empresa.
Porém, os colaboradores devem ter atenção quando revelam muita informação sobre si próprios e sobre o seu trabalho nas redes sociais. Estatísticas divulgadas pelo Career Builder demonstram que 57% dos empregadores já encontraram conteúdos nas redes sociais que estiveram na base da não contratação de candidatos e que um terço (34%) já repreendeu ou despediu um colaborador devido a conteúdo online.
Partilhando-a ou não abertamente, se a nossa informação for parar às mãos erradas online, isto pode ter um grande impacto no mundo real. A investigação da Kaspersky Lab descobriu que cerca de um quarto (26%) das pessoas já viu os seus dados pessoais serem acedidos por alguém sem o seu consentimento – valor que aumenta para um terço (31%) entre os 16 e os 24 anos. As consequências deste acontecimento foram vastas e variadas: mais de um terço (36%) acabou, como resultado, por se sentir stressado. Isto cresce para 42% entre os 16 e os 24 anos; um em cinco (21%) inquiridos acabou por perder dinheiro, enquanto um quarto (25%) passou a ser incomodado por spam e anúncios indesejados.
Estas consequências acontecem apesar de muitos indivíduos adotarem certas medidas para manter a sua informação secreta ou para bloquear o acesso a dados pessoais e confidenciais. Com os hackers a assumirem-se aqueles que mais tememos que vejam ou acedam às nossas informações pessoais – seguindo-se a Internet, em geral, e o Governo – 62% das passwords dos utilizadores protegem os seus dispositivos, mantendo os dados privados. Cerca de um terço (35%) verifica regularmente e altera as suas definições de privacidade nos dispositivos, serviços e apps que utiliza (subindo para 42% entre os 16 e os 24 anos e apenas um quarto (28%) para os utilizadores com mais de 55 anos); um quarto (25%) tapa as suas webcams para se proteger e um em cinco (21%) homens encriptam os seus dados, em comparação com apenas uma em dez (11%) mulheres.
É importante ter em conta que os dados podem ser utilizados contra os consumidores em diferentes cenários e por diversas razões, como aconteceu no caso do ataque de dados do Marriott[3], em 2018, que afetou 500 milhões de clientes e que levou a que, como resultado, muitos se tornassem vítimas de uma fraude de identidade. Apenas uma boa “higiene digital” e consciencialização sobre a importância da privacidade online podem impedir que os dados pessoais fiquem comprometidos.
Marina Titova, Responsável pela Área de Consumer Product Marketing na Kaspersky Lab, afirma: “A privacidade de dados é e deve ser alcançável para todos. Os segredos devem ficar seguros e a perda de informação não deve ser uma expectativa, mas uma exceção em transações online. Uma solução combinada de produtos de segurança e guias práticos podem ajudar a minimizar as ameaças e manter os dados online seguros.”
Para ajudar a manter o mundo online privado e impedir que surjam mais vítimas deste tipo de ataques, devem seguir-se os seguintes passos:
- Pensar duas vezes antes de fazer publicações nas redes sociais: podem advir grandes consequências ao tornar a informação pública? Pode o conteúdo ser utilizado contra nós próprios ou em detrimento do nosso presente ou futuro?
- Não partilhar palavras-passe de contas online com familiares ou amigos. Poderá parecer uma boa ideia ou uma forma conveniente de partilhar contas com quem mais gostamos, mas também aumenta a probabilidade de as palavras-passe serem descobertas pelos hackers. Deve-se guardá-las confidencialmente e salvaguardar a informação privada mesmo de relações com amigos e familiares.
- Encarar a privacidade online com um assunto sério e não partilhar ou permitir o acesso à informação a outras pessoas - a não ser que seja mesmo necessário - de forma a minimizar a sua exposição e evitar que esta caia nas mãos erradas.
- Fazer apenas o download de aplicações legítimas para armazenar ou proteger informações sensíveis – como o Kaspersky Password Manager– de forma a que esta informação permaneça em segurança e longe de possíveis ameaças.
- Utilizar soluções de segurança de confiança para uma maior proteção face uma vasta rede de ameaças que visam comprometer os dados pessoais, tais como o Kaspersky Security Cloud e o Kaspersky Internet Security.
Para mais informação sobre como as soluções da Kaspersky Lab podem ajudar a proteger os dados pessoais e garantir a segurança pessoal podem ser encontrados no site oficial.