A distinção, que visa “promover a invenção de equipamentos, instrumentos, utensílios e tecnologias que promovam a autonomia das pessoas com deficiência”, reconheceu o caráter inovador do “Sistema de interface humana para o acesso ao computador”, um protótipo de hardware/software para tecnologia assistiva que permite o acesso integral ao computador a pessoas com necessidades especiais, substituindo o rato, o teclado e o gamepad.
Trata-se, segundo o investigador e docente da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), de uma criação que pode “mudar a vida” a utilizadores com as mais diversas limitações sensoriais e motoras, na medida em que, neste caso, “é a máquina a adaptar-se ao Homem e não o Homem à máquina”.
O campo de aplicação do protótipo é vasto, cobrindo a assistência a limitações resultantes de tetraplegia, esclerose múltipla, paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico, lesões vertebro-medulares, distrofia muscular, síndrome do túnel do carpo ou síndrome de Rett. Ou seja, sempre que