Os dispositivos abrangidos incluem smartphones com ecrãs de 4 a 7 polegadas, tablets entre 7 e 14 polegadas, telefones simples ("feature phones") e telefones sem fios. Excluem-se os modelos com ecrãs dobráveis ou tablets equiparados a portáteis.

As novas etiquetas obrigatórias trazem informações detalhadas como a classificação energética (de A a G), autonomia da bateria, resistência a quedas, número de ciclos de carga e descarga suportados, grau de reparabilidade e proteção contra pó e água (índice IP). Um código QR permitirá aceder a mais detalhes técnicos no registo europeu EPREL. Os fabricantes ficam obrigados a garantir baterias que suportem pelo menos 800 ciclos mantendo 80% da capacidade inicial e a fornecer peças de substituição durante 7 anos após o fim da venda dos modelos, com entrega num prazo máximo de 10 dias úteis. Também deverão disponibilizar atualizações de software durante 5 anos.
Os vendedores, físicos ou online, passam a ter de expor estas etiquetas e fichas informativas nos seus produtos e nas publicidades, assegurando transparência nas ofertas. Com estas regras, a Comissão Europeia estima uma poupança anual de 14 terawatts-hora até 2030 e uma melhor utilização de matérias-primas.