É a maior exportadora portuguesa, tendo ultrapassado vendas de 1,4 mil milhões de euros no exercício de 2007. Na fábrica de Vila do Conde, onde foram investidos 700 milhões de euros nos últimos 10 anos, emprega cerca de duas mil pessoas. Veja aqui um retrato da Quimonda Portugal, filial da empresa que entrou hoje com um pedido de falência.

É a maior exportadora portuguesa, tendo ultrapassado vendas de 1,4 mil milhões de euros no exercício de 2007. Na fábrica de Vila do Conde, onde foram investidos 700 milhões de euros nos últimos 10 anos, emprega cerca de duas mil pessoas. Veja aqui um retrato da Quimonda Portugal, filial da empresa que entrou hoje com um pedido de falência.

A fábrica de Vila do Conde é a principal responsável pela reconversão tecnológica operada na região Norte, respondendo por três quartos das exportações nacionais de produtos de alta tecnologia.

Depois de um investimento acumulado da ordem dos 700 milhões de euros em cerca de 10 anos, ainda há poucos meses se tinha comprometido a investir, no seu perímetro industrial, mais cerca de 100 milhões de euros na área das energias renováveis, com a construção de uma fábrica de produção de células solares a partir de silício, no quadro de uma “joint venture” com o também alemão grupo CentroSolar.

Agora insolvente, envolvida no processo de falência da casa-mãe, em Vila do Conde mora a maior fábrica europeia de montagem e teste de produtos de memórias, produzindo semi-condutores, nomeadamente memórias DRAM (“chips”) para computadores, servidores e outros terminais digitais, como leitores de MP3, telemóveis, câmaras fotográficas digitais e consolas de jogos, entre outros.

Responsável pela produção dos chamados produtos “high end”, isto é, componentes de maior valor acrescentado, concentra ainda nesta unidade industrial três centros de investigação e desenvolvimento (I&D) e o centro europeu de contabilidade de todo o grupo Infineon Technologies, num total superior a meia centena de empresas.

Em termos de capital humano, dos cerca de dois mil trabalhadores, mais de três centenas e meia têm estudos superiores e os restantes têm maioritariamente 12 anos de escolaridade.

Tudo isto é a Qimonda, tudo isto é aquilo que representa para Portugal. E é tudo isto que está em processo de falência.

 Fonte : Jornal de Negócios

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