Estudo sobre o comportamento dos internautas europeus e as tendências de proliferação do uso e acesso à Internet no futuro promovido pela Microsoft revelou que em Portugal, entre outros indicadores, existem já mais de 4 milhões de utilizadores de Internet, que passam 34% do seu tempo online. Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%).

Todas as alterações comportamentais deram origem a uma nova geração de redes sociais. Por esta razão, as estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” para “milhões de audiências”, de forma a maximizar o ROI para os anunciantes.

Principais conclusões do Estudo Microsoft

”A Europa inicia sessão: As tendências actuais e futuras da Internet”:

  Em Portugal existem mais de 4 milhões de utilizadores de Internet que passam 34% do seu tempo online, mais do que o tempo passado a ler material impresso, a ver filmes ou a jogar videojogos(1).

  Os utilizadores portugueses são dos que consomem mais tempo a visitar portais de internet (34%) e a comunicar através de aplicações de mensagens instantâneas (23%).

  Prevê-se que o consumo de Internet ultrapasse a TV tradicional em Junho de 2010: 2,5 dias por mês passados na Internet versus 2 dias passados a ver TV tradicional(3), o que significa uma mudança na forma de consumo e não um decréscimo de utilização da televisão ou do computador.


Crescimento da popularidade do PC e do telemóvel como ecrãs alternativos de TV e conteúdo digital: os utilizadores acedem cada vez mais à Internet através de IPTV, consolas de jogos e telemóveis. O tempo passado na Internet através de um PC será reduzido de 95% (actualmente) para 50% nos próximos 5 anos(5), graças à proliferação do acesso à rede através de dispositivos alternativos ao computador.


Todas estas alterações deram origem a uma nova geração de redes sociais. A socialização da Internet irá continuar à medida que a conectividade social se torna comercial e que a Internet móvel continua a crescer, permitindo aos anunciantes personalizar e aumentar a relevância do seu público-alvo.


As estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” e tentar atingir o máximo de pessoas possível, para “milhões de audiências”, “alvos” individuais, de forma a aumentar substancialmente a importância das campanhas e maximizar o ROI para os anunciantes.

 

Se as actuais tendências de crescimento continuarem, a Internet irá ultrapassar, pela primeira vez, a TV tradicional, passando a ser a forma multimédia mais consumida em Junho de 2010. Esta é a conclusão de Um estudo recente realizado pela Microsoft, a nível europeu e também em Portugal, que analisa o comportamento das pessoas online e debate as tendências do futuro.

Segundo o relatório de conclusões publicado hoje pela Microsoft, ”A Europa inicia sessão: As tendências actuais e futuras da Internet”, o consumo de Internet em 2010 será, em média, de 14,2 horas por semana ou mais de 2,5 dias por mês, em comparação às 11,5 horas por semana ou 2 dias por mês, para a TV(3). Estas estimativas reflectem as constantes mudanças na forma como utilizamos o conteúdo de TV. A televisão deixou de ser uma experiência de transmissão unidireccional, passando a ser uma experiência de ligação bidireccional e fornecida através de banda larga para vários ecrãs: TV, PC e telemóvel.

TRÊS ECRÃS IRÃO DOMINAR

O PC está a tornar-se rapidamente num ecrã de televisão, tanto para ver conteúdo de banda larga, com um crescimento contínuo de popularidade, como para ver TV em directo e programas de TV gravados no PC. Para alguns segmentos do mercado, tais como jovens na faixa etária entre os 18 e os 24 anos, o PC é geralmente o único ecrã de televisão, enquanto que para outros, pode ser um segundo ou um terceiro ecrã. Para esta geração, geralmente TV significa vídeo on demand. De facto, um em cada sete jovens entre os 18 e os 24 anos não vê quaisquer programas em directo na TV, enquanto 42% dos jovens adultos vê regularmente TV online, através de um PC(6).

O relatório indica que nos próximos cinco anos assistiremos a uma mudança na utilização do PC, deixando de ser praticamente o ponto omnipresente de acesso à Internet (representando 95% dos acessos), para passar a representar apenas 50% da utilização de Internet, devido ao crescimento de popularidade de outros dispositivos alternativos com capacidade de acesso à Web como, por exemplo, TV, telemóveis e consolas de jogos.

Nuno Duarte, Director Geral da Microsoft em Portugal afirmou, “Actualmente, a experiência do utilizador está dividida entre diversos dispositivos e ambientes multimédia, desde a televisão, até ao PC, passando pelo leitor de música portátil e pelo telemóvel. Prevemos que no futuro, o software da Microsoft e de outros fabricantes, faculte experiências de entretenimento ligado e integrado. Através da tecnologia da Microsoft é já possível que as pessoas possam ver na TV conteúdo baseado na Web, configurem remotamente o DVR para gravar um programa de TV, através de um PC ligado à Web, ou sincronizar programas de TV gravados para o telemóvel.”

Nos próximos cinco anos, a Microsoft prevê que o conteúdo de vídeo em formato longo e o IPTV se irão tornar no padrão de TV que, na realidade, se trata de um PC, eliminando a necessidade de ver TV em tempo real. Os consumidores poderão ler livros, jornais e revistas em dispositivos electrónicos com acesso Wi-Fi. A Internet 3D tornar-se-á uma realidade, permitindo aos consumidores experimentar virtualmente uma estância de férias antes de a marcar, no PC ou no telemóvel. E os telemóveis inteligentes serão opções predominantes e acessíveis em termos económicos. Cada vez mais, as pessoas irão utilizar o telemóvel como meio natural de procura na Web, redes sociais, partilha de fotografias, música, vídeos e outras dimensões das suas vidas digitais.

A BANDA LARGA MUDA TUDO

O desgaste da visualização da TV tradicional e o aumento do consumo online podem ser atribuídos à generalização da banda larga que, não só alterou a forma como as pessoas “consomem” a Internet, como também preparou o caminho para experiências intensas de entretenimento online, incluindo o vídeo online, estabelecido como a aplicação de entretenimento mais popular. Mais de 1 em cada 4 (28%) europeus vê vídeos de curta ou longa duração(4). Actualmente, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo vêem vídeos online, mais do que as que ouvem áudio. O MSN, o portal da Microsoft já tem 100 milhões de transmissões de vídeo todos os meses na Europa e em contínuo crescimento(7).

“A banda larga veio alterar os hábitos de consumo dos utilizadores de Internet ao permitir uma ligação directa e um acesso contínuo à rede e aos serviços que ela disponibiliza. Actualmente, o PC passou a estar mais presente, sem com isso interferir nas relações com a família e amigos ou com a visualização de programas de TV, integrando-se em tudo o que fazemos”, acrescenta Nuno Duarte.

Cerca de 50% dos europeus tem agora uma ligação à Internet. As pessoas passaram cerca de 9 horas por semana na Web em 2008, mais 27% desde 2004. Em Portugal existem mais de 4 milhões de utilizadores online que passam 34% do seu tempo na Internet, mais do que o tempo passado a ler material impresso, a ver filmes offline ou a jogar videojogos.

A WEB TORNA-SE SOCIAL

Através deste relatório, a Microsoft salienta ainda a forma como a Internet criou uma revolução multimédia social. Na base deste crescimento esteve não só o aumento das redes sociais, mas também a socialização de dados multimédia online. O estudo indica que o conteúdo de sites de notícias online inclui agora uma mistura de fotografias criadas pelo utilizador (58%), vídeos amadores (18%) e artigos independentes (15%)(8).

A Microsoft, por exemplo, transformou o seu portal MSN num “portal social”, integrando tecnologias sociais, tais como o Windows Live e o Messenger TV, tornando o vídeo numa experiência verdadeiramente social e oferecendo à audiência a oportunidade de partilhar e falar sobre os seus vídeos favoritos, como se estivessem na mesma sala que os amigos. Esta tendência é também uma realidade em Portugal, com o canal de vídeos MSN.pt, lançado em Fevereiro deste ano a tornar-se rapidamente um dos mais populares.

Todas estas alterações deram origem a uma nova geração de redes sociais. A socialização da Internet irá continuar à medida que a conectividade social se torna comercial e que a Internet móvel continua a crescer, permitindo aos anunciantes personalizar e aumentar a relevância do seu público-alvo.

EXPERIÊNCIA FRAGMENTADA

Contudo, a Microsoft destaca no relatório que o potencial deste estilo de vida digital, altamente social e sempre em contacto, está longe de ser tão acessível quanto poderia ser. Embora a tecnologia esteja a ficar melhor, mais inteligente e mais interligada, a possibilidade de tornar o conjunto homogéneo ainda constitui um desafio para a maior parte das pessoas. Todos os dados digitais das nossas vidas ainda não funcionam tão bem, enquanto conjunto, como deveriam. Continuamos ainda a transferir músicas e imagens entre os nossos PCs ou telefones, consolas de jogos, entre outros. O software e os serviços em que confiamos são demasiado fragmentados. Temos de controlar as diversas redes sociais, listas de contactos e colecções de fotografias, cada uma com o respectivo início de sessão e palavra-passe e uma nova interface para aprender. Todas estas barreiras impedem-nos de apreciar o poder total e a promessa da Internet. A Microsoft está concentrada em eliminar as “barreiras” existentes actualmente entre toda a tecnologia e o multimédia nas nossas vidas.

“Com cerca de mil milhões de pessoas por todo o mundo a utilizar o Windows, com uma plataforma móvel e com um vasto conjunto de serviços online, acreditamos que estamos numa boa posição para responder a este desafio”, referiu Nuno Duarte.

O IMPACTO NA PUBLICIDADE

O panorama publicitário está já a ser bastante afectado pela mudança do comportamento dos internautas. É notório que as pessoas estão dispostas a aceitar a publicidade digital como um preço a pagar pelos conteúdos e serviços gratuitos em diversas plataformas.
Tendo em conta que cada vez mais marketers trabalham num “mundo sem barreiras”, em que as pessoas consomem multimédia em todo o espaço digital, independentemente da plataforma, será necessário responder com novos desafios e oportunidades. Assim, as estratégias de publicidade têm de mudar o foco de “uma audiência de milhões” e tentar atingir o máximo de pessoas possível, para “milhões de audiências”, “alvos” individuais, de forma a aumentar substancialmente a importância das campanhas e maximizar o ROI para os anunciantes. Colocando os utilizadores da Internet como “alvo” principal, os anunciantes serão bem sucedidos neste novo panorama multimédia, utilizando as informações do consumidor para efectuar um planeamento eficaz e comprar através de vários canais.

Simultaneamente, a crise económica está a provocar um impacto nestas tendências e a criar mais desafios para as marcas, na medida em que tentam minimizar as despesas de marketing. As recentes previsões globais apontam para que o valor bruto das despesas de publicidade caia 0,2% em 2009, mas que o sector da Internet irá continuar com um forte crescimento (+9,5%), tendo em conta que os anunciantes passam as despesas para canais online mais responsáveis, garantindo-lhes a oportunidade de devolver melhores resultados.

A Microsoft acredita que a área digital irá continuar a crescer, na medida em que cada vez mais marcas tentam estabelecer contacto com pessoas quando estas estão mais receptivas a uma determinada mensagem. Embora seja frequente um reflexo para reduzir as despesas de publicidade em resposta às pressões económicas, a área digital pode oferecer oportunidades para que as marcas melhorem o retorno do seu investimento (ROI). A área digital não é apenas um mecanismo comprovado de personalização, mas sim o mais previsível e mensurável de todos os canais de publicidade. Estima-se que uma melhor segmentação do público-alvo vale, pelo menos, 10% de vantagem no ROI de marketing e “paga-se a si mesmo”.

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