A própria Trusted Technologies enviou o documento às redacções e a instituições como a Presidência da República, a Procuradoria Geral da República, o Sindicato dos Magistrados e a Ordem dos Advogados. Hoje ao final da tarde, Bruno Vieira, engenheiro na Trusted e co-autor do relatório, disse ao PÚBLICO que não tinha tido qualquer resposta por parte destas entidades. Bruno Vieira contou que a investigação se desenrolou ao longo de cerca de seis meses e que foi motivada por notícias do início deste ano, que davam conta que vários computadores de organismos do Estado tinham sido alvo de ataques informáticos.
“Em teoria”, garantiu Vieira, a informação encontrada nos computadores chineses “põe em causa a segurança das instituições” e permite alterar bases de dados como as do Registo Predial ou até interferir com a contagem de votos numa eleição.
Muitos especialistas acreditam que a GhostNet possa ser operada por serviços de espionagem chineses, mas Vieira admitiu que, embora seja possível localizar geograficamente os computadores, não é possível ligá-los ao Governo de Pequim.
Já o director técnico da Symantec em Portugal, Timóteo Menezes, disse ao PÚBLICO haver casos conhecidos de redes que tentam roubar informação de computadores de organismos estatais (os EUA queixam-se frequentemente de serem espiados pela China). Mas argumentou que o relatório levanta “muitas dúvidas”, não oferece uma explicação cabal da investigação e parece ser “uma história em que se pode querer acreditar”.
Segundo a Trusted, o processo de roubo de informação implica aquilo a que se chama engenharia social – ou seja, é necessário que um utilizador (como um funcionário) abra um ficheiro num e-mail ou aceda a um site controlado pelos atacantes. Depois, a GhostNet explora vulnerabilidades e instala software malicioso, com o qual é possível controlar à distância os computadores. As máquinas infectadas são então instruídas para enviar ficheiros para os computadores da rede espiã.
A GhostNet
Em Março deste ano, um grupo de investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, publicou a descoberta de uma rede de computadores sediada na China, que estava a armazenar ficheiros oficiais de 103 países – entre estes estava Portugal. Os cientistas (que trabalharam a pedido do gabinete do Dalai Lama) disseram que a GhostNet tinha até à data sido responsável por infectar quase 1300 computadores. Os investigadores conseguiram descobrir o nome dos ficheiros a circular – mas, na maioria dos casos, não foram capazes de aceder ao conteúdo.
“Em teoria”, garantiu Vieira, a informação encontrada nos computadores chineses “põe em causa a segurança das instituições” e permite alterar bases de dados como as do Registo Predial ou até interferir com a contagem de votos numa eleição.
Muitos especialistas acreditam que a GhostNet possa ser operada por serviços de espionagem chineses, mas Vieira admitiu que, embora seja possível localizar geograficamente os computadores, não é possível ligá-los ao Governo de Pequim.
Já o director técnico da Symantec em Portugal, Timóteo Menezes, disse ao PÚBLICO haver casos conhecidos de redes que tentam roubar informação de computadores de organismos estatais (os EUA queixam-se frequentemente de serem espiados pela China). Mas argumentou que o relatório levanta “muitas dúvidas”, não oferece uma explicação cabal da investigação e parece ser “uma história em que se pode querer acreditar”.
Segundo a Trusted, o processo de roubo de informação implica aquilo a que se chama engenharia social – ou seja, é necessário que um utilizador (como um funcionário) abra um ficheiro num e-mail ou aceda a um site controlado pelos atacantes. Depois, a GhostNet explora vulnerabilidades e instala software malicioso, com o qual é possível controlar à distância os computadores. As máquinas infectadas são então instruídas para enviar ficheiros para os computadores da rede espiã.
A GhostNet
Em Março deste ano, um grupo de investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, publicou a descoberta de uma rede de computadores sediada na China, que estava a armazenar ficheiros oficiais de 103 países – entre estes estava Portugal. Os cientistas (que trabalharam a pedido do gabinete do Dalai Lama) disseram que a GhostNet tinha até à data sido responsável por infectar quase 1300 computadores. Os investigadores conseguiram descobrir o nome dos ficheiros a circular – mas, na maioria dos casos, não foram capazes de aceder ao conteúdo.
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