Distúrbios de sono, alteração das noções de espaço e tempo, dificuldade de comunicar em público e episódios de ansiedade e depressão na ausência de Internet são alguns dos sintomas desta dependência, uma patologia identificada em 1995 pelo psiquiatra americano Ivan Goldberg, que estabeleceu uma equivalência entre este vício e o das drogas e álcool.
“Passo todo o tempo na Internet; só paro para comer e dormir”, confirma Marco, de 25 anos, um dos primeiros doentes de Federico Tonioni. “A coisa foi-se desenvolvendo pouco a pouco. Consagrava cada vez mais tempo ao Facebook, ao MSN e aos videojogos, até que isto passou a ser a minha única ocupação”, explicou o estudante de Economia que acabou por abandonar os bancos da faculdade, à custa da sua adição.
A ideia de voltar à sua vida de antes, quando ainda estava no curso e jogava futebol com os amigos, é um factor de grande stress para Marco, relata a reportagem da AFP. O simples facto de se afastar do computador para ir às consultas já é muito complicado de gerir.
“Estou viciado no ecrã, quero pedir ajuda mas não consigo”, escreveu por seu lado uma internauta sob o pseudónimo Inkognita no fórum online Niente Ansia [Nenhuma Angustia], criado por um psicólogo para ajudar quem se debate com o mesmo problema.
“Já não sei o que é ter uma vida normal. Para mim, a normalidade é um PC...”, escreve ainda a internauta Inkognita.
A terapia proposta pelo hospital Agostino Gemelli, única em Itália, é feita por etapas. Num primeiro tempo o psiquiatra examina, através de várias tarefas individuais, se o vício está ligado a uma outra doença psiquiátrica latente que requeira a toma de medicamentos.
Depois, os pacientes deslocam-se à clínica duas vezes por semana para sessões de uma hora e meia de terapia de grupo.
“A troca de emoções com outros pacientes é primordial na terapia”, explica Tonioni. “Estas sessões permitem aos doentes reaprenderem a comunicar. A Internet é um mundo virtual pleno de sensações, mas pobre em emoções. Na Internet as pessoas têm a ilusão de controlar os outros e a imagem que reenviam. E ninguém é traído pela sua imagem corporal”.
“Os mais jovens, que crescerem com a Internet, desenvolveram novas maneiras de pensar e de reaprender a realidade. Para muitos de entre eles, a ideia de dependência em relação à Internet é inconcebível. Eles consideram normal estar todo o tempo em linha”, inquieta-se Federico Tonioni.
Estima-se que as pessoas mais atingidas pelo vício da Internet tenham entre 15 e 40 anos.
“Passo todo o tempo na Internet; só paro para comer e dormir”, confirma Marco, de 25 anos, um dos primeiros doentes de Federico Tonioni. “A coisa foi-se desenvolvendo pouco a pouco. Consagrava cada vez mais tempo ao Facebook, ao MSN e aos videojogos, até que isto passou a ser a minha única ocupação”, explicou o estudante de Economia que acabou por abandonar os bancos da faculdade, à custa da sua adição.
A ideia de voltar à sua vida de antes, quando ainda estava no curso e jogava futebol com os amigos, é um factor de grande stress para Marco, relata a reportagem da AFP. O simples facto de se afastar do computador para ir às consultas já é muito complicado de gerir.
“Estou viciado no ecrã, quero pedir ajuda mas não consigo”, escreveu por seu lado uma internauta sob o pseudónimo Inkognita no fórum online Niente Ansia [Nenhuma Angustia], criado por um psicólogo para ajudar quem se debate com o mesmo problema.
“Já não sei o que é ter uma vida normal. Para mim, a normalidade é um PC...”, escreve ainda a internauta Inkognita.
A terapia proposta pelo hospital Agostino Gemelli, única em Itália, é feita por etapas. Num primeiro tempo o psiquiatra examina, através de várias tarefas individuais, se o vício está ligado a uma outra doença psiquiátrica latente que requeira a toma de medicamentos.
Depois, os pacientes deslocam-se à clínica duas vezes por semana para sessões de uma hora e meia de terapia de grupo.
“A troca de emoções com outros pacientes é primordial na terapia”, explica Tonioni. “Estas sessões permitem aos doentes reaprenderem a comunicar. A Internet é um mundo virtual pleno de sensações, mas pobre em emoções. Na Internet as pessoas têm a ilusão de controlar os outros e a imagem que reenviam. E ninguém é traído pela sua imagem corporal”.
“Os mais jovens, que crescerem com a Internet, desenvolveram novas maneiras de pensar e de reaprender a realidade. Para muitos de entre eles, a ideia de dependência em relação à Internet é inconcebível. Eles consideram normal estar todo o tempo em linha”, inquieta-se Federico Tonioni.
Estima-se que as pessoas mais atingidas pelo vício da Internet tenham entre 15 e 40 anos.
{mosgoogle}