Um estudo levado a cabo pela empresa de segurança Secunia indica que os utilizadores de sistemas Windows têm de actualizar os sistemas para a correcção de falhas de segurança de cinco em cinco dias. Não quer isto dizer que todas as correcções sejam apenas para o sistema operativo, muitas das actualizações são para as aplicações de segurança que estão instaladas nos sistemas, como por exemplo, os Antivirus.

Thomas Kristensen, responsável da empresa de segurança Secunia, indica que um utilizador "normal" dos sistemas Windows, não precisa apenas de actualizar os sistema operativo, precisa ainda de actualizar uma panóplia de aplicações instaladas no seu sistema, e cada uma com o software de actualização. Aliás, estas poderão mesmo ser consideradas as verdadeiras barreiras para que os computadores se mantenham seguros, pois muitos dos utilizadores acabam por deixar de actualizar os produtos.

A Secunia indica ainda que de todos os utilizadores que têm instalada a aplicação Personal Software Inspector, uma aplicação que verifica se o sistema está vulnerável, cerca de metade tinha 66 aplicações de 22 empresas diferentes.

Após efectuar uma comparação entre os programas de cada computador e com o estudo de todos os bugs que a empresa detectou em 2009, conclui-se que o utilizador está exposto durante o ano a 300 falhas de segurança, querendo isto dizer que serão necessárias efectuas às aplicações instaladas, pelo menos, cerca de 75 actualizações anualmente . O resultado final é de uma média de necessidade de actualização a cada 4,9 dias.
 Thomas Kristensen revelou que foi feito um pedido aos fabricantes de software que seja criado um padrão unico para as actualizações, contudo a grande maioria das empresas simplesmente ignorou o pedido.

A Secunia, e face a este desinteresse das empresas, decidiu criar por ela uma ferramenta de correcção que vai lidar com 70% a 80 %  das aplicações usadas nos sistemas Windows. A versão 2.0 do Personal Security Inspector vai ter uma versão de testes pronta dentro de mes e meio, sendo que a versão completa, que vai ser gratuita, será lançada no final do ano.

O PSI 2.0 têm como base a tecnologia Corporate Software Inspector, da Secunia, e está integrada no Windows Server Update Services (WSUS), da Microsoft, que conheceu a sua versão Beta no passado mês de Janeiro.

Mais Informações podem ser adquiridas aqui .
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