O líder mundial em cibersegurança entrevistou mais de 1.000 responsáveis de tomada de decisões de empresas com mais de 500 colaboradores em todo o mundo: Reino Unido, EUA, França, Itália, Espanha, Países Baixos, Alemanha, Polónia, Suécia, Áustria e Suíça.
A pesquisa da Trend Micro revela que apenas 51% dos entrevistados aumentou os seus investimentos em segurança para facilitar o cumprimento da normativa, apesar de uma quarta parte se queixar da “falta de proteção suficiente em segurança TI” (25%) e de uma “falta de segurança de dados eficiente” (24%), como os maiores desafios para os esforços de conformidade.
Menos de um terço (31%) dos entrevistados assegura ter feito investimento em encriptação, apesar de ser uma das poucas tecnologias nomeadas no GDPR. Ao mesmo tempo, algumas organizações alocaram algum do seu orçamento para a Prevenção de Perda de Dados (33%) ou a tecnologias avançadas desenhadas para detetar intrusos na rede (34%).
Por outro lado, 25% das empresas afirma que os recursos limitados são o maior desafio para o cumprimento e explicam as razões que há por detrás desta falta de investimento.
“O GDPR é claro ao mencionar que as organizações devem encontrar tecnologias de última geração para ajudar a repelir as ciberameaças e manter seguros os dados e sistemas chave. É preocupante que os responsáveis de TI não tenham os fundos ou não possam encontrar as ferramentas adequadas para estar de acordo com a conformidade”, explica José de la Cruz, diretor técnico de Trend Micro Ibéria. “As organizações necessitam de uma defesa profunda que combine a união intergeracional de ferramentas e técnicas, desde o endpoint da rede até ao ambiente de cloud híbrida.”
Além da falta de investimento em segurança, o relatório também revela que apenas 37% das organizações mundiais investiram em programas de consciencialização e educação dos seus colaboradores.
A janela de 72 horas
O relatório também revela que muitas empresas não estão preparadas para gerir os novos requisitos quando se trata de denunciar uma violação dentro das 72 horas estabelecidas por lei.
21% dos entrevistados afirmam ter um processo formal para notificar apenas a autoridade de proteção de dados. No entanto, o Artigo 34 do GDPR estabelece que as pessoas também devem ser notificadas se uma violação representar um alto risco aos seus direitos e liberdades.
Cerca de 6% dizem não ter nenhum processo implementado, enquanto 11% não sabem se têm ou não.
Outra das preocupações dos entrevistados concentra-se nos preparativos para apoiar o chamado "direito ao esquecimento", uma parte fundamental do GDPR.
Embora 77% dos participantes no estudo, a nível mundial, assegurem ter os processos apropriados para atender às solicitações dos clientes sobre os dados pessoais geridos pela organização, o tratamento dos dados tratados por terceiros é outra coisa.
Cerca de um terço (36%) das organizações afirmam não conhecer ou ter processos / tecnologias implementadas para lidar com solicitações esquecidas de dados recolhidos por agências de terceiros, fornecedores da cloud (32%) e parceiros (32%).