Entre as medidas propostas, o estudo recomenda integrar o bem-estar digital nos sistemas educativos, envolver as crianças na definição de políticas, garantir estratégias inclusivas que abranjam grupos vulneráveis, reforçar a monitorização e alinhar práticas nacionais com normas internacionais. A aplicação da lei e a responsabilização das plataformas digitais são também apontadas como prioridades para proteger os direitos das crianças.
A Fundação Vodafone e a Save the Children já trabalham em conjunto neste desafio, tendo lançado em fevereiro um programa europeu destinado a crianças dos 9 aos 16 anos, que promove competências digitais, resiliência e bem-estar. A iniciativa combina a experiência da Fundação em educação digital inclusiva com o conhecimento da Save the Children em proteção e direitos infantis.
O estudo está igualmente a orientar a evolução do programa Skills Upload Junior, que agora passa a integrar novos módulos dedicados ao bem-estar digital, resiliência e empatia. Inspirados na estrutura SMILE (Segurança, Gestão, Identidade, Literacia e Empatia), desenvolvida pela Save the Children, estes conteúdos oferecem ferramentas práticas e acessíveis para professores, famílias e decisores políticos.
Em Portugal, o programa DigitAll, já presente em mais de 20 mil estudantes, será reforçado com planos de aula sobre riscos digitais, ferramentas para promover hábitos saudáveis e conteúdos inclusivos que consideram crianças com deficiência e de contextos vulneráveis. Os professores terão formação especializada para integrar o bem-estar digital de forma contínua no ensino.
Com esta expansão, a Fundação Vodafone e a Save the Children reforçam o compromisso de construir um futuro digital mais seguro, inclusivo e equilibrado, promovendo competências socioemocionais que ajudem as novas gerações a lidar com os desafios do mundo online.