Apesar de ter uma boa intenção, a lei possui algumas falhas, não sendo estipulado, por exemplo, qual o tempo máximo permitido para as crianças usarem os dispositivos. A mesma lei considera os pais culpados caso os seus filhos fiquem em frente ao ecrã tempo suficiente para os deixar doentes, física ou mentalmente. Outra das omissões desta lei está no esclarecimento de como é que o governo vai conseguir monitorizar esta informação, sendo que a população já veio a publico criticar o governo por este estar, de certa forma, a invadir a privacidade dos cidadãos.
A título de curiosidade, e que não deixa de estar associado a este tema, um estudo realizado pela Universidade da Califórnia revelou até que passar muito tempo na internet pode diminuir a capacidade de uma criança sentir emoções. Nos Estados Unidos, uma criança de oito anos passa em média oito horas por dia em atividades com aparelhos eletrónicos, enquanto os adolescentes passam 11 horas. A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças com menos de dois anos não vejam qualquer tipo de televisão e, entre os três e os 18 anos de idade, apenas duas horas por dia e só “conteúdo de alta qualidade”.
De notar que existem vários estudos que confirmam que o excesso de tempo em frente ao computador ou televisão podem causar problemas de atenção e comportamentais, dificuldades de aprendizagem, problemas de sono e até obesidade.
O governo de Taiwan aprovou uma lei que limita o acesso de dispositivos eletrónicos às crianças quando usados por longos períodos de tempo. Com esta medida, os pais passam a ser obrigados a vigiar o tempo de utilização de dispositivos eletrónico por parte de menores de 18 anos.