Sobre as questões operacionais desta estratégia operacional o Diretor Geral esclarece que “Numa altura em que precisamos de flexibilidade e inovação para ultrapassar a crise, queremos que todos possam ter acesso aos nossos serviços, estejam onde estiverem. Naturalmente que não teremos a mesma rapidez em todas as localizações, mas gradualmente vamos aumentar a fiabilidade de serviço, à medida que mais motoristas veem na nossa aplicação uma oportunidade económica e uma forma de ajudarem as suas comunidades locais, reforça Manuel Pina.
A tecnologia da Uber permite assim oferecer novas soluções de mobilidade às pequenas cidades e áreas rurais sem necessidade de investimentos elevados em infraestruturas. Fora dos grandes centros urbanos, a aplicação vai permitir o registo de novos parceiros com veículos elétricos e não elétricos, devido a maiores constrangimentos no acesso a carregadores.
Este é também um passo muito importante num contexto em que o turismo interno ganha relevância e que mais portugueses vão viajar e deslocar-se em território nacional. Segundo um estudo da Oxford Economics, divulgado no final de abril, Portugal será um dos países europeus mais afetado pelo turismo internacional devido à COVID-19, apenas superado por Espanha e Itália. A consultora britânica prevê para este ano um registo de menos sete milhões de visitantes estrangeiros, o equivalente a uma queda de 40%.
A partir de dia 16 de julho, a Uber assume o compromisso de aceitar apenas veículos elétricos na plataforma nas maiores cidades do país. A regra é aplicável a novos veículos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, distritos de Braga e de Faro relativamente ao principal serviço UberX, bem como ao Comfort. Os parceiros vão poder continuar a adicionar veículos não elétricos no caso de substituição de um veículo já registado na plataforma ou para os serviços Uber Black ou UberXL.
Desde a chegada da Uber a Portugal já foram realizados mais de 3 milhões de downloads da aplicação.