#bannerstart #bannerend#rating25 Com a chegada dos Smarthpones ao mercado, tem-se visto uma crescente adaptação e extensão do leque de ofertas a nível de periféricos e sistemas que possibilitem o melhoramento da experiência de utilização destes produtos. E se essa tendência tem vindo a aumentar num passado recente, é de esperar que assim continue, com a atual passagem "global" de sistemas de carregamento para Micro USB, o que vem permitir às empresas de acessórios criar produtos que se adaptem a qualquer Smartphone, Tablet ou Telemóvel, independentemente da marca ou do modelo. É a pensar nesta emergente versatilidade de adaptações que a Philips tem vindo a lançar no mercado a sua gama de colunas Fidelio, conjugando a possibilidade de "dock" de carregamento Micro USB com a tecnologia de transmissão via Bluetooth (2.1)

 

Caixa

A caixa da Fidelio AS351, mais pequena do que aquilo que seria de imaginar, dá-nos "inevitavelmente" um Fidelio bem acoplado, com dimensões aproximadas de 270x130x90mm; um carregador de 9V para ligar diretamente o nosso Fidelio à tomada (existe internamente a disponibilidade para funcionar somente a pilhas, sem qualquer cabo); um jack de saída dupla Auxiliar 3,5mm, e um manual de instalação rápida com acesso às aplicações Fidelio e Songbird para Smatphone. Este é um produto simples, sem grandes acessórios, que faz valer a peça por si só, marcando notoriamente a sua presença, não tentando fugir a qualquer protagonismo, através de um volume bem compacto e alto, que cada vez mais tenta fugir à "tradição" de vermos colunas demasiadamente dissimuladas e lineares.

 

 

Ligações

A Fidelio AS351 pode ser, primeiramente, ligada à corrente, ou através de quatro pilhas "AA" (não incluídas), onde duas permitem simplesmente a ligação do Fidelio como dock de carregamento, e as outras duas permitem então que se ative o sistema Bluetooth, com uma autonomia até 8 horas. E embora o Fidelio tenha a dock com formato Micro USB, na sua parte de trás, dispõe ainda de um USB que permite a ligação de mais um Telemóvel ou Smartphone para carregar. De fato, uma das questões que pode gerar alguma confusão ao utilizador é realmente a componente das ligações possíveis no Fidelio: como este reproduz música através de Bluetooth, não será necessário que o Smartphone que estiver a carregar na dock seja aquele que está a enviar a música para reprodução. Na verdade, podemos ter um Smartphone a ser meramente carregado na dock ou através de cabo USB localizado nas traseiras do Fidelio, junto à entrada da ficha para "ligar à corrente", e ter, ainda assim, um outro Smartphone, sem estar a ser carregado, mas ligado via Bluetooth ao nosso Fidelio, a reproduzir então a música que quisermos, tornando-se deste modo um produto versátil e com capacidades múltiplas de interação em simultâneo. Contudo, e como iremos ver mais à frente, o Fidelio é um produto extremamente simples no que diz respeito a manipulação e configurações, estando o seu Bluetooth ativo por predefinição, e tendo o utilizador somente que ativar o sistema Bluetooth no Smartphone que desejar, ligando-o diretamente ao Fidelio.

 

Design

O altifalante Fidelio mostra-se, na sua essência, como um produto dotado de muito bons materiais. A "caixa" negra que dá todo o formato à peça é de um plástico brilhante, de elevada qualidade, bastante rígido e notoriamente resistente. Os seus acabamentos estão bem conseguidos, limpos e de bom encaixe, o que se verifica também no tecido protetor das colunas, que percorre toda a face superior do Fidelio. Muito esticado e de malha compacta, sem bolsas, sem pregas, desenhando na perfeição toda a peça, as colunas mostram-se com acabamentos de boa qualidade, sem descurar também a componente de tato, constituindo um bem adaptado manusear de toda a peça. Mas é no "centro" que se começam a levantar as maiores questões quanto à vertente formal deste produto. Um friso largo, algo desproporcional, em bom metal escovado garante o centro de deslocação do suporte da dock, esse sim, um componente algo arcaico para aquilo que é visivelmente o resto do produto. Detentor de deslocação em três eixos (largura, comprimento, e rotação em eixo vertical), permitindo uma total maneabilidade da orientação do adaptador Micro USB para colocar o Smartphone desejado à carga, este sistema torna difícil o encaixe do Smartphone na dock, em grande parte devido à mola que projeta o adaptador Micro USB sempre na mesma direção, e que, estando colocado verticalmente, dificulta ao utilizador ver onde está realmente a encaixar o seu Smartphone. Este sistema, denominado pela Philips como Flexidock, conta ainda com duas dissimuladas roscas que elevam (e baixam) dois pins para equilibrar o nosso Smartphone, corrigindo a altura do encaixe Micro USB de modelo para modelo, ou consoante a espessura da proteção (comummente vista em silicone) que muitos utilizadores colocam a proteger os seus Telemóveis e Smartphones. Com uma rosca muito pequena e pouco ou nada saliente, torna-se bastante desconfortável orientar estes ajustadores de equilíbrio, que, de qualquer modo, são auxiliados, quase na totalidade, pelo batente em acrílico com friso de borracha colocado ao centro do Fidelio, permitindo um descanso mais ajustado do nosso Smartphone.

Já os (escassos) botões do Fidelio acabam por também desapontar, não propriamente pelo seu material, já que são de um único friso plástico, denso, fosco, com iluminação bem definida nos recortes dos ícones dos botões, mas mais propriamente pela sua falta de opções e inovações que se pediam a um objeto que quer fortemente marcar a sua presença no espaço em que se inserir. No que diz respeito às opções, as colunas Fidelio apenas contam com o botão "On / Off" e os dois botões de volume, para aumentar ou reduzir o mesmo. Tudo o resto é disposto e orientado pelo Smartphone em utilização. E, numa era "tão" digital, em que vigora o sistema de controlo "touch", fica aquém das expetativas não encontrar nenhum esquema de controlos por toque, ou com um pequeno painel (dado todo o espaço livre existente na peça) que mostre que música está em reprodução, ou sequer o nível de volume, visto que essa indicação nunca nos é dada, simplesmente vamos ouvindo o volume a aumentar conforme vamos carregando no botão, ficando aqui claramente a ideia de que falta bastante mais interatividade e indicadores - até, talvez, com um pequeno apontamento cromático, para contrapor toda a imensidão de negro que passa através da forte presença destas colunas, mas que acaba por transmitir apenas isso: presença.

 

Som

As colunas Fidelio mostram-se como uma forma de dar maior importância ao som, à sonoridade de aquilo que reproduzimos e à envolvência do espaço em que estamos. E em parte, isso é bem conseguido pela Philips, que desenvolve, nestas suas Fidelio, colunas com um som límpido, com, por exemplo, aqueles sons de fundo de uma música, que muitas vezes nos passam despercebidos, a serem transmitidos com boa definição e qualidade. Mesmo com um volume muito alto, não é notória nenhuma distorção de maior, tendo as Fidelio, nesse capítulo, um bom alcance, e igualmente penetrante. Mesmo com o som baixo, este parece preencher bem todo o espaço em que se insere, com apenas uma condicionante: as colunas têm de estar verdadeiramente de frente para os "ouvintes", pois se estiverem de lado o som perde-se muito rapidamente, e se o utilizador estiver por detrás das colunas, irá certamente verificar que o som "morre" depressa demais, embora as colunas do Fidelio tenham uma área considerável e uma orientação que parece bem ser mais globalizante do que aquilo que realmente é. Com tamanho espaço disponível na própria peça, questiona-se porque não estão as Fidelio dotadas já de tecnologia de som a 360º, ou bem mais aproximado a isso?

Mas realmente nos agudos, tal como nos volumes altos, as colunas Fidelio não trazem nada "a assinalar". A parte menos positiva da sua qualidade de som prende-se mesmo nos baixos e nos volumes menores. O seu som é demasiadamente fechado, límpido, é certo, mas muito "seco", pouco prolongado, mas não é por isso que os seus graves se notam. Os baixos "bass" são estranhamente impercetíveis, não dando qualquer tipo de "batida" notória à música que estamos a ouvir, onde se nota também um ligeiro ruído de fundo quando o som principal (do Smartphone) está baixo, ficando, neste capítulo, um pouco aquém das expetativas.

 

Experiência de Utilização

Como foi já referido, as colunas Fidelio AS351 estão dotadas de muito poucos controlos, estando toda a manipulação obrigada a ser feita através do Smartphone do utilizador. As músicas, ou as playlists, são única e exclusivamente geridas pelo Smartphone, tal como o volume principal "master", que é gerido pelo próprio aplicativo e não pelo som das colunas. E embora isto possa ter um lado positivo, que permite ao utilizador manipular as suas musicas no sistema operativo a que já está habituado, sem outros menus ou botões, tal fator também nos traz uma vertente negativa, que se incide na questão de o utilizador estar limitado a, no caso do seu Smartphone estar a reproduzir e a carregar na dock em simultâneo (o que oferece uma velocidade de carregamento um relativamente lenta), ter de manipular o seu aparelho sobre um frágil suporte Micro USB, o que acaba por não dar grandes mostras de estabilidade, para além da já referida difícil operação de encaixe do dispositivo na dock das Fidelio.

Ainda no capítulo da utilização, as colunas Fidelio, ao reproduzirem diretamente aquilo que o Smartphone "comanda", trazem-nos alguns interessantes e importantes pormenores. Se estivermos a ouvir música, por exemplo, e recebermos uma chamada, a música para e automaticamente ouvimos o nosso toque em Stereo através das colunas, assim como a chamada e, utilmente, o sistema de conversação por alta voz, amplificado através das nossas colunas Fidelio, com algum eco, é certo, mas sem nenhum "delay" considerável. Algo que também poderá ser útil é o despertador do Smartphone, com a sua sonoridade otimizada através das colunas Fidelio, em que, uma vez mais frisamos, são opções gerenciadas somente através do Smartphone, em que as colunas se limitam a assimilar e reproduzir potenciando todo o som.

youtube.com/watch?v=0AcelqXuwSI
As soluções Philips

Conclusão

Em suma, o altifalante de base Fidelio mostra-se quase que como uma abordagem experimental da Philips num novo nicho de mercado, com um produto com enorme potencial, mas que se vê ainda algo limitado, não fazendo jus à grande tecnologia e aos bons materiais que suporta, tornando-se o seu preço bastante elevado para um acessório que se mostra ainda algo limitado, tornando a tecnologia Bluetooth cara demais para as potencialidades de som que as Fidelio reproduzem.

Positivo

- Simplicidade de utilização.
- Grande qualidade de materiais e resistência das colunas.
- Permite reprodução e carregamento em simultâneo de 2 equipamentos independentes.

Negativo

- Preço (139,99€).
- Qualidade de som aquém das expetativas.
- Escassas ou nulas opções de configuração e indicação, nomeadamente de volume.
- Encaixes arcaicos, pedindo-se mais de uma peça tecnologicamente sofisticada.

Philips Fidelio AS351

#r_start#r_valor25#r_catstart Design #r_catvalor 3 #r_catend#r_catstart Som  #r_catvalor 25 #r_catend#r_catstart Material #r_catvalor 4 #r_catend#r_catstart Instalação #r_catvalor 45 #r_catend#r_end

{mosgoogle}

Classifique este item
(0 votos)
Ler 11076 vezes Modificado em maio 16, 2012
Top