FIFA 16A época futebolística já está ao rubro, e a todas a emoções que a rodeiam junta-se mais uma boa dose de futebol virtual. Todos os anos por esta altura, somos presenteados com jogos que se tentam aproximar, cada vez mais, do futebol que é jogado na vida real.

Um exemplo disso mesmo é o novo simulador de futebol da Electronic Arts, FIFA 16, que chega ao mercado depois de ter batido um recorde com a sua demo, com 6.4 milhões de downloads em apenas 10 dias.


Desenvolvido para melhorar a autenticidade e forma de jogar das edições anteriores, FIFA 16 marca a estreia inédita de seleções femininas num jogo de simulação de futebol. Outra novidade é o FIFA Ultimate Team Draft, um novo modo que nos dá a oportunidade de testar as nossas habilidades na criação de equipas e na competição com alguns dos melhores jogadores de futebol do mundo.

Embora exista sempre que prefira e se mantenha fiel a Pro Evolution Soccer, a série EA SPORTS FIFA tem vindo a apresentar uma série de argumentos que não encontramos no ao simulador de futebol da Konami. Para além da já velhinha história das ligas e jogadores licenciados, que até tem melhorado bastante nos últimos anos em PES, existem pormenores ao nível da jogabilidade no FIFA que continuam a apelar aos fãs que preferem uma simulação mais pura.

Ao longo da análise que se segue, vamos conhecer as novidades, assim como o que melhorou (ou não) na nova edição do simulador de futebol da EA SPORTS.

youtube.com/watch?v=uA0CSpnFVR8

Jogabilidade

Com algumas modificações em relação à edição anterior, a jogabilidade de FIFA 16 parece ter sido criada para testar a nossa habilidade e forma de jogar. Embora continue rápido e fluído, o jogo está mais tático, com jogadores melhor posicionados, mais inteligentes, e com reações mais assertivas aos nossos movimentos.

Não será tão fácil repetir sempre a mesma jogada para chegar à zona de finalização, já que os defesas estão mais imprevisíveis. A juntar a isso, os guarda-redes, que já tinham sido alvo de grandes melhorias em FIFA 15, estão ainda mais difíceis de bater. O seu posicionamento e reação melhorou, tornando o seu comportamento mais real.

Em termos individuais, e ainda mais fácil reconhecer os jogadores mais mediáticos no retângulo de jogo, não só pelas suas carateristicas físicas, mas também pela sua forma de jogar. Um grande número de jogadores apresenta uma forma única de correr, passar, driblar e rematar a bola. Comparando, por exemplo, os dois melhores jogadores do mundo, assistimos a um Cristiano Ronaldo mais veloz, com uma passada e drible mais largo, e com um remate mais potente, enquanto que Messi é mais técnico, com um domínio de bola e fintas mais curtas, e remates mais colocados. Estes são apenas dois exemplos numa lista bastante alargada de craques.

youtube.com/watch?v=XNxCIezxxSU

O sistema de contactos e colisões está também mais real. É frequente ver os defesas a utilizar o corpo para ganhar lances aos atacantes, assim como atacantes de maior estatura a ganhar, por exemplo, bolas aéreas aos defesas. Mas quando o contacto é mais intenso e o defesa faz falta sobre o avançado junto à sua área, temos o prazer de assistir a uma das novidades do jogo: o spray que o árbitro utiliza para assinalar o local onde é colocada a bola e a barreira.

Um detalhe que podia ter sido melhorado, mas que continua a acontecer, é o tempo de resposta do comando em situações em que o jogador que controlamos não tem a bola. Falamos em particular daqueles momentos irritantes em que o jogador assim que pega na bola a remata de imediato, quando essa ordem era para uma situação anterior. Quando a situação se altera, era bom que a ordem anterior fosse ignorada.

Outra novidade é o futebol feminino. Ao nível da jogabilidade, são facilmente percetíveis as diferenças entre futebol feminino e futebol masculino, ou seja, o jogo é um pouco mais lento, não é tão técnico e é menos propício a contactos. Com um número de equipas, atletas e modos de jogo muito reduzido em relação ao futebol masculino, esta é uma experiência que pode dar frutos no futuro. Mas para já, trata-se apenas de uma experiência divertida que serve para jogar, uma vez ou outra, nos intervalos do modo de carreira, Ultimate Team, Temporadas Online e outras experiências disponíveis em FIFA 16.

youtube.com/watch?v=CjWK4CO2sfM

Modos de jogo

Começando pelo nosso modo favorito, o FIFA Ultimate Team, encontramos uma das novidades do jogo: o FUT Draft. Neste modo, começamos por escolher um esquema tático, e depois um de 5 jogadores que nos calham à sorte para cada posição, sendo que o primeiro será o capitão da equipa. Sendo esta uma extensão do modo FUT, o objetivo é reunir um grupo equilibrado de jogadores com química entre si (mesma nacionalidade, mesma equipa, mesma liga, etc). Depois, "pegamos" na equipa e vamos jogar contra um adversário que nos calha à sorte. Em caso de sucesso, as recompensas são boas, mas ficam ainda melhores se conseguirmos alcançar 4 vitórias seguidas. Só uma última questão em relação FUT Draft... cada entrada neste modo custa 15 mil moedas, sendo que a primeira nos é oferecida pelo jogo.

youtube.com/watch?v=5Clk3l3beBk

A experiência Ultimate Team principal pouco mudou em relação à edição anterior. No entanto existem algumas novidades, como por exemplo pacotes com jogadores emprestados. Já era possível fazer empréstimos individuais de jogadores, mas agora também existem pacotes com jogadores cujo contrato não pode ser alargado. Outra alteração são os jogadores duplicados. Se nos calhar um jogador que já temos na nossa equipa, o seu contrato é alargado com o número de jogos da nova carta.

De resto, mantêm-se as Temporadas (online e single-player), onde jogamos com a nossa equipa desde a Divisão 10 à Divisão 1 em várias ligas com condições particulares, as Temporada Amigáveis que nos permitem desafiar os nossos amigos e comparar as nossas estatísticas com a deles, os Torneios (online e single-player) que são sempre uma boa forma de amealhar algumas moedas, e "Concept Squads" onde podemos ensaiar equipas e o entrosamento entre os jogadores, mesmo antes de os comprarmos.

De resto, o modo mantém a mecânica que tinha em FIFA 15. Para quem não conhece o FUT, é um modo que nos permite criar a nossa própria equipa com jogadores que nos saem em pacotes de cromos de três níveis: ouro, prata e bronze. Nestes pacotes existem ainda cromos de treinadores e staff técnico, estádios, bolas, equipamentos e emblemas das equipas, e ainda várias cartas que nos permitem expandir os contratos dos jogadores, recuperar de lesões, melhorar atributos, etc. Podemos ainda comprar e vender cada umas destas cartas através do mercado de transferências, cujo sistema de pesquisa está mais dinâmico.

O Modo de Carreira de FIFA 16 é muito semelhante ao que encontrámos na edição anterior. Essencialmente, temos a oportunidade de lançar uma carreira como treinador ou como futebolista que, quando arrumar as botas, pode também eles iniciar uma carreira de treinador. Na segunda opção, temos a oportunidade de escolher o clube onde queremos jogar, criar um novo jogador de raiz com diferentes atributos técnicos e físicos, ou assumir o papel de um jogador que já existe.

Entre as duas preferimos a carreira de treinador, onde vamos encontrar duas novidades: os torneios de pré-temporada que substituem os aborrecidos jogos amigáveis de inicio de época, e os treinos dos jogadores onde podemos melhorar os atributos dos nossos craques através de exercícios específicos. Estes exercícios são muito similares aos que minijogos que encontramos antes de entrar nas partidas.

youtube.com/watch?v=7UH-Xu-umuk

De resto, encontramos um sistema de transferências e de negociação de contratos com uma mecânica semelhante à de FIFA 15, temos os olheiros que nos recomendam jogadores de diferentes zonas do mundo de acordo com o nosso critério, as camadas jovens onde aparecem os futuros talentos, a possibilidade de preparar diferentes formações/esquemas táticos e atribuir papeis individuais aos jogadores, e as seleções nacionais que nos oferecem um papel de selecionador quando começamos a dar nas vistas.

Como já referimos anteriormente, o futebol feminino é uma das novidades de FIFA 16. O modo dedicado a esta experiência, Torneio de Futebol Feminino, dá-nos a oportunidade de escolher uma de 12 seleções femininas e levá-la à vitória no torneio. Não é muito, mas já dá para ter alguma diversão numa experiência um pouco diferente da que encontramos no futebol masculino.

Embora existam outras experiências e modos de jogo disponíveis em FIFA 16, como os Jogos de Habilidade onde podemos aprender ou melhorar a nossa forma de jogar, o Match Day ao Vivo onde vemos noticias e estatísticas do nosso clube da vida real, ou as Temporadas e Amigáveis Online, é no FIFA Ultimate Team e no modo de Carreira que vamos gastar grande parte das nossas energias.


Gráficos e som

Com a chegada das consolas de nova geração, a série FIFA evoluiu bastante a nível gráfico. Mantendo muitos dos detalhes deliciosos que foram implementados em FIFA 15, a nova edição surge com novas animações que aproximam ainda mais a simulação à realidade. Assim, vamos encontrar estádios com adeptos mais efusivos que contribuem para o espetáculo e reagem de diferentes formas ao que se passa em campo, transmissões onde não foi esquecido o pormenor de ver, por exemplo, os fotógrafos e repórteres de imagem a abandonar o retângulo de jogo antes do arranque da partida, e até uma área das bancadas reservada aos adeptos da equipa visitante.

A textura do relvado continua extraordinária (parece mesmo relva, não um tapete verde). Em muitos relvados são visíveis as imperfeições do relvado, como pequenas áreas onde a revela apresenta um tom diferente. Para além disso, com o decorrer do jogo, a relva vai-se degradando, principalmente quando chove.

Não tendo evoluído muito em relação à edição anterior, a recriação e movimentos dos jogadores mantêm-se num bom nível, principalmente os que jogam nas principais ligas. Como já referimos, é possível reconhecer um grande número de jogadores pelas caraterísticas físicas e forma como se movimentam. Na liga portuguesa temos como exemplo os jogadores que vieram das ligas espanhola e inglesa, cuja face e estatura física é praticamente igual à dos seus homólogos da vida real.

Outro detalhe que é o árbitro a aplicar o spray num livre perto da grande área, assim como o quarto árbitro a levantar a placa com o tempo de compensação. São apenas pormenores sem qualquer efeito prático, mas que contribuem para tornar o jogo mais autêntico.


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Na versão de FIFA 16 distribuída em Portugal, continuamos a ter Martin Tyler e Alan Smith com os seus preciosos comentários. Por vezes divertidos, outras vezes repetitivos, os comentários da dupla inglesa continua a ser a mais completa e diversificada de todas as versões, já que para cada edição do jogo são gravadas milhares de novas linhas de comentário.

Em torno da partida, continuamos com o extraordinário ambiente oferecido pelos adeptos. Tal como aconteceu na edição anterior, em FIFA 16 temos os cânticos das claques dos clubes das principais ligas (em Portugal temos as de Benfica, Porto e Sporting) que nos oferecem momentos verdadeiramente arrepiantes.

No que à banda sonora diz respeito, foram 34 os temas escolhidos pela EA SPORTS para nos entreter quando não estamos em campo. Mantendo uma mistura de culturas e ritmos, a nova edição marca o regresso de uma banda portuguesa à série FIFA. São eles os X-Wife, banda que marcou presença no evento de lançamento de FIFA 16 em Portugal.

youtube.com/watch?v=1ampX8PmLMw

Conclusão

A EA SPORTS fez, mais uma vez, um grande trabalho para nos oferecer um grande simulador de futebol. Embora não apresente muitas mudanças na jogabilidade, apenas as suficientes para o tornar mais autêntico, as novidades introduzidas em FIFA 16 reforçam a solidez da edição anterior, acrescentando-lhe um toque de frescura.

Ainda que de forma limitada, a introdução do futebol feminino mostrou ser um passo acertado que pode dar frutos no futuro. No modo mais popular do jogo, encontramos o novo modo Draft que nos dá ainda mais motivos para jogar FIFA Ultimate Team.

Combinando o que foi bem feito na edição anterior com algumas novidades, FIFA 16 possui argumentos mais do que suficientes para competir pelo título de melhor jogo desportivo do ano.

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