Na embalagem
A pequena embalagem que transporta a Razer Nabu possui a pulseira, o cabo de carregamento (via USB), uma peça que permite adaptar a largura da pulseira e um pequeno guia/manual de instruções.
Características técnicas e primeiras impressões
No que diz respeito a características técnicas, a Razer Nabu, é na realidade uma versão “avançada” da antecessora, a Nabu X, onde se destacam as seguintes especificações :
- Ecrã OLED de 128x16 pixeis de uma só cor
- Registo de atividade
- Comunicação Band-to-band
- Reconhecimento de gestos como o “agitar” para dispensar
- Autonomia até 6 dias
- Plataforma aberta
- A prova de chuva, suor e salpicos (não pode ser submersa)
Mais informações: Razer
youtube.com/watch?v=s2Fp8XqKWfM
A Razer Nabu é concebida numa bracelete emborrachado sendo que a parte superior onde está localizado o ecrã e a parte inferior da pulseira são rijas, fruto de um reforço metálico que lhe dá alguma consistência. A pulseira é aberta bastando deslocar ligeiramente para o lado a parte superior, funcionando dessa forma num sistema de fecho muito simples. Junto ao ecrã OLED está localizado um pequeno botão que permite apagar o ecrã ou alternar entre notificações ou funcionalidades.
Na parte de baixo do ecrã fica localizado o conector que permite ligar o cabo USB de carregamento.
A Nabu é também bastante leve e confortável, sendo facilmente transportada sem que cause qualquer desconforto enquanto a utilizamos.

Experiência de utilização
Depois de tirar a Razer Nabu da caixa, somos “convidados” a “vesti-la” e a instalar o software no smartphone. A App está disponível para Android e iOS e pode ser descarregada a partir das lojas oficiais destes sistemas operativos. No nosso caso optámos por usar um smartphone baseado em Android para descarregar a App Razer Nabu.
Esta Apps é, como já referimos, totalmente gratuita e permite saber a autonomia restante da bateria da Nabu, personalizar as notificações, as atividades a monitorizar pela App, ativar a parte social e trocar contactos entre utilizadores da Nabu, entre outras opções comuns também à Nabu X.
Tal como a própria marca afirma, conseguimos perceber que o sensor que integra a Nabu inclui um acelerómetro altamente preciso que tendo registado fielmente a nossa atividade enquanto utilizadores. O motor de vibração permite perceber e receber notificações de forma discreta que, em conjunto com o pequeno ecrã OLED, permite saber o que se está a passar no nosso smartphone como por exemplo a receção de uma mensagem, chamada , notificação no Facebook ou e-mail.
De notar que, apesar da presença do ecrã na Razer Nabu, torna-se complicado a utilização quando se recebe uma mensagem mais comprida sendo, praticamente, obrigatório acedermos ao smartphone para conseguir visualizar o conteúdo completo da mensagem recebida.
A utilização da App é bastante simples e intuitiva, sendo que, as informações integradas nas aplicações são bastante precisas. Tal como já referimos, a personalização é o ponto forte, sendo que as metas ao nível de distância, passos, calorias ou horas de sono podem ser ajustadas conforme o pretendido pelo utilizador, e tudo de forma fácil e rápida.
Contrariamente ao que sucedia com a antecessora Nabu X, a Nabu não tem certificação IP67, o que quer dizer que é impossível usá-la dentro de água apenas sendo resistente ao suor, chuva e salpicos…

Conclusão
A Razer Nabu é uma boa solução para quem quer controlar a sua saúde e definir alguns comportamentos mais saudáveis e saber, por exemplo, quantas foram as calorias perdidas, as distancias percorridas, as horas de sono, etc. O seu preço (cerca de 100€) tornam esta solução muito interessante, em particular (mais uma vez) se tivermos em conta que é uma das marcas favoritas dos gamers e que está por detrás deste wearable.
Apesar da marca pensar nas diferentes larguras do pulso do utilizador, consideramos que esta não é a melhor opção para os seus clientes, pois limita apenas a dois tamanhos sendo que quem tiver um pulso mais largo ou mais fino poderá ficar com a pulseira mais apertada ou mais larga. O conforto na utilização é, por isto, um ponto que poderia ser melhor e que deverá ser revista pela merca numa próxima versão do modelo.
As Apps são muito intuitivas pelo que consideramos que qualquer utilizador, minimamente familiarizado com smartphones, conseguirá tirar partido do dispositivo.
A autonomia da Nabu é um dos pontos fortes sendo que conseguimos, durante o tempo em que usamos esta solução, confirmar que a bateria é capaz de aguentar os seis dias de utilização.
Assim, e no computo geral, consideramos a Nabu uma pulseira interessante para quem quer manter-se fiel à marca e quer um dispositivo deste tipo. Apesar disto, e porque a marca não é tudo, parece-nos que a Razer ainda tem um longo caminho a percorrer neste segmento, ainda assim temos de dar o beneficio da duvida pelo facto de este não ser (longe disso) o core business da empresa, sinal que lhe dará por certo uma margem de progressão grande e que poderá ao longo dos próximos tempos aso à criação de soluções muito mais bem conseguidas que estes primeiros wearables.
youtube.com/watch?v=5-xVNBjZX7o
A Razer tem vindo a apostar nos últimos tempos no desenvolvimento de “wearables” numa tentativa de seguir as tendências e ao mesmo tempo de conquistar e adaptar aos gamers uma moda que, tudo indica, veio para ficar…