A Check Point Software Technologies alertou para as consequências cada vez mais graves dos ciberataques ao setor da saúde, após a confirmação do falecimento de um paciente britânico, diretamente associado ao ataque à cadeia de fornecedores do Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS).

Este ataque, iniciado em junho de 2024, foi atribuído ao grupo de ransomware russo Qilin, que comprometeu 400 GB de dados clínicos através da empresa parceira Synnovis. O incidente afetou serviços essenciais do King’s College Hospital NHS Foundation Trust, levando ao cancelamento de mais de 10 mil exames, tratamentos oncológicos e ao uso exclusivo de sangue O negativo por falha nos testes de compatibilidade.

Deryck Mitchelson, CISO da Check Point, sublinha: “Esta é uma crise silenciosa, mas letal. A cibersegurança na saúde deixou de ser um tema técnico para ser uma questão de vida ou morte. Precisamos de proteger os dados, os sistemas e, acima de tudo, as pessoas.”

Embora o incidente tenha ocorrido no Reino Unido, a Check Point alerta que Portugal enfrenta riscos ainda maiores. Segundo os dados da Check Point Research, o setor da saúde é o segundo mais atacado em Portugal, com uma média de 3.844 ataques semanais por organização nos últimos seis meses — mais do que o dobro da média europeia. Rui Duro, Country Manager da Check Point Portugal, reforça: “Somos o segundo país europeu mais visado neste segmento. Investir em cibersegurança já não é uma opção, é uma necessidade vital.”

A Check Point recomenda várias medidas para mitigar este tipo de ameaças: promover uma cultura de cibersegurança nas instituições de saúde, garantir proteção em várias camadas nos endpoints (incluindo anti-phishing e anti-ransomware), implementar modelos de controlo de acessos zero trust, e adotar uma abordagem preventiva onde a cibersegurança seja encarada como parte integrante da segurança do próprio paciente.

Para a Check Point, a proteção pró-ativa de instituições, profissionais e pacientes é essencial para garantir a continuidade dos cuidados de saúde e evitar novos incidentes com impacto direto na vida humana.

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