O setor da educação voltou a destacar-se como o mais atacado, com uma média alarmante de 4.388 ataques semanais, seguido pela administração pública e pelas telecomunicações. A fragilidade estrutural e a riqueza dos dados disponíveis tornam estas áreas alvos frequentes de cibercriminosos.
Regionalmente, a Europa registou o maior crescimento anual de ataques (+22%), apesar de não liderar em volume absoluto. Em Portugal, a situação merece atenção: com 2.155 ataques semanais por organização, o país surge como o terceiro mais atacado da Europa, apenas atrás da Itália e da República Checa. No território nacional, os setores da educação/investigação e saúde concentram a maioria dos ataques, ultrapassando amplamente as médias globais.
O ransomware continua a ser uma das ameaças mais presentes, com cerca de 1.600 incidentes divulgados globalmente através de sites de dupla extorsão. A América do Norte lidera em volume (53%), mas a Europa já representa 25% dos casos conhecidos. Os serviços empresariais, a indústria transformadora e o setor da construção figuram entre os mais afetados.
A Check Point destaca que a melhor defesa passa por uma abordagem preventiva: tecnologias de proteção em camadas, reforço da segurança em endpoints e redes, formação contínua dos utilizadores e estratégias de zero trust são essenciais para reduzir o risco. Com ameaças a evoluírem rapidamente, a vigilância constante e a partilha de inteligência serão cruciais para a resiliência digital das organizações.