A análise revela disparidades regionais, mas todas com tendência de crescimento. A região da Ásia-Pacífico lidera em volume, com 7 869 ataques semanais por organização, enquanto a América do Norte registou o maior crescimento (+67%). Na Europa, o aumento foi de 48%, com destaque para Portugal, que registou 5 488 ataques semanais, mais 80% em relação ao ano anterior.
Estes números demonstram como escolas, colégios e universidades se tornaram alvos prioritários para cibercriminosos, especialmente em períodos críticos como o início do ano letivo. Phishing com páginas falsas de login e esquemas de atualização de pagamento fraudulentos estão entre as técnicas mais usadas para roubo de credenciais.
Segundo Rui Duro, Country Manager da Check Point em Portugal, a escalada dos ataques está ligada à maior digitalização do setor e às fragilidades de segurança. Sublinha ainda que “proteger alunos, professores e toda a comunidade académica é uma responsabilidade coletiva e inadiável”.
Entre os principais fatores de vulnerabilidade do setor estão a base de utilizadores altamente distribuída, orçamentos limitados em TI e a grande dependência de plataformas digitais. Estas condições tornam as instituições educativas alvos fáceis para cibercriminosos, que exploram dados académicos e até investigação científica.
A Check Point recomenda a implementação de medidas robustas, incluindo autenticação multifator (MFA), formação contínua contra phishing, monitorização de novos domínios maliciosos e soluções avançadas de defesa. Num cenário em que os ataques já superam aumentos de 40% a nível global, só uma abordagem preventiva e em camadas pode garantir a proteção eficaz de estudantes e instituições.