Esta sexta-feira coincide com o dia 13. Sexta-feira 13 é uma data famosa, não só por ser temida pelos mais supersticiosos ou adorada pelos cinéfilos fãs de terror, mas também porque se tornou um marco na história do malware.

 

O vírus que se tornou conhecido como Sexta-feira 13, chama-se efetivamente Jerusalém, local em que foi pela primeira vez reportado. O Jerusalém foi criado em Israel em 1987, segundo consta em comemoração do 40º aniversário de Israel.


O seu modus operandi passava por manter-se inativo, aguardando pela chegada de uma sexta-feira que coincidisse com o dia 13. Só então entrava em ação, eliminando todos os programas que fossem executados nos sistemas por ele infetados, nomeadamente aqueles com as extensões COM, .EXE, .BIN, .PIF e .OVL. Apesar de criado em 1987, o vírus suprimiu qualquer infeção durante esse ano de modo a ganhar tempo para se propagar silenciosamente. Numa época sem Internet, eram necessários vários meses para um vírus se propagar de forma a gerar um impacto significativo. Assim, o Sexta-feira 13 só viria a atacar no ano seguinte.

Outro dos problemas causados pelo Sexta-feira 13 era curiosamente acidental. Um bug no seu código de programação originava múltiplas reinfeções de ficheiros executáveis com a extensão .EXE, o que provocava um aumento significativo do tamanho dos ficheiros afetados. Como tal, bastava meia-hora para que o desempenho dos computadores diminuísse até 90% desde a primeira infeção.

 

No final dos anos 80 vivia-se um panorama completamente diferente daquele que vivemos atualmente no contexto das ameaças informáticas. A ingenuidade natural dos utilizadores de informática nessa época, claramente em muito menor número do que hoje, e o destaque mediático que o vírus Sexta-feira 13 ganhou nos meios de comunicação, tornaram este dia miticamente aterrador, levando muitos a evitarem ligar o PC em casa e as empresas a correr análises contínuas com software antivírus dias antes de uma sexta-feira 13. Alguns utilizadores adiantavam a data do sistema para o dia 14, o que foi aproveitado pelos criadores do vírus Durban, que se ativava todos os Sábados que coincidissem com dias 14. 

 

Ainda hoje, aqueles que já tinham computador no final daquela década não deixam de fazer a associação mental ao vírus sempre que se fala nesta data. Principalmente se tiverem sofrido literalmente o azar de verem todos os programas do seu PC na altura, eliminados. O vírus afetou inúmeros países, universidades, instituições e empresas de todo o mundo, fazendo dezenas de milhares de vítimas.

 

Para terminar, porque não observar o vírus Sexta-feira 13 em ação, com toda a segurança?

 

youtube.com/watch?v=KIeLmDCuFpI 

 

Um aparte curioso: se odeia as sextas-feira 13, é possível que sofra de Parasquavedequatriafobia, ou mesmo de Triscaidecafobia se sentir um medo irracional e incomum sobre tudo o que se relacione com o número 13.

Ficou preocupado?

 

Agora que temos a sua atenção (e esperemos que isto o ajude), saiba que uma pesquisa da Universidade de Hertfordshire, em Inglaterra, concluiu que os indivíduos que se consideram azarados têm uma maior pré-disposição para acreditar em superstições associadas com má sorte, o que faz com que fiquem ansiosos a cada sexta-feira 13. Mas o que temem, muitas vezes acaba por acontecer não por serem azaradas, mas precisamente porque essa ansiedade aumenta as probabilidades de cometerem erros ou sofrer acidentes.

 

Ah, e garantimos que o vírus Sexta-feira 13 dificilmente se "lembrará" de aparecer. Por isso, o nosso conselho é que relaxe e, à semelhança do que ocorre em cidades como Braga, Loulé e Porto, porque não celebrar o dia para variar? Mas mantenha os cuidados habituais na sua utilização diária da Internet, porque não vai valer de nada culpar o dia caso algo de mal lhe aconteça online.

 

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Ler 4559 vezes Modificado em Set. 12, 2013
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