De facto, os sinais estavam a ser emitidos do deck superior por um grupo convidados, estudantes de engenharia da Universidade do Texas, a partir de um dispositivo do tamanho de uma pasta de executivo, com o qual forçaram o barco a executar pequenas manobras subtis de apenas alguns graus. E quando a tripulação corrigiu a rota, só facilitaram ainda mais o seu desvio que atingiu algumas centenas de metros face ao percurso original.
Felizmente, o grupo de estudantes apenas quis demonstrar os avanços do seu projecto de investigação na área das comunicações e redes sem fios, apoiado pela própria universidade. Os detalhes deste hipotético ataque podem ser conhecidos com o vídeo e no artigo criados para o efeito, e é aplicável a diversos veículos semi-autónomos, operados por piloto automático.
youtube.com/watch?v=ctw9ECgJ8L0
Contudo, não deixa de ser preocupante perceber que esta tecnologia, actualmente presente em barcos, aviões e até mesmo automóveis, oferece um enorme potencial de oportunidades possíveis de serem exploradas por utilizadores mal intencionados, do roubo ao rapto com a maior descrição possível. O Director do Centro de Investigação para Transportes da Universidade do Texas, alertou para as vulnerabilidades que o sector dos transportes sofre, os ataques a que está sujeito, e a necessidade de investir mais na protecção dos sistemas de transporte contra potenciais invasões.
É caso para dizer que, nunca o termo "piratas" fez tanto sentido...