Em Maio de 2012, um grupo de oficiais do Departamento de Segurança Interna dos EUA, testemunhou pessoalmente a manipulação e roubo de um dos seus drones, avaliado em cerca de 4,5 milhões de dólares.

O drone, programado para seguir um conjunto pré-definido de pontos de referência marcados por GPS, afastou-se repentinamente da rota prevista antes de se dirigir vertiginosamente em direção ao chão, no que foi descrito como parecendo um iminente "suicídio" do drone. O piloto que controlava o drone antes de ser comprometido, acabou por conseguir forçá-lo a subir um pouco e evitar a sua queda.

 

Felizmente tudo não passou de uma demonstração que quase acabava mal, levada a cabo por nem mais nem menos do que o mesmo grupo de estudantes da Universidade do Texas que conseguiu manipular a rota do iate multimilionário, caso que apresentámos anteriormente. Contudo, o objetivo da demonstração foi atingido: focar as falhas no plano norte-americano de abrir o espaço aéreo a milhares de drones, que podem ser modificados para se tornarem em verdadeiras armas com o equipamento necessário. Neste caso, não foram gastos mais do que 1.000 dólares para ganhar o controlo sobre o drone.


O Departamento de Segurança Interna dos EUA já tinha preocupações que chegassem neste sentido, após o abate de um destes droides no Irão em Dezembro de 2012. Supostamente, nesse abate foi utilizada uma técnica semelhante à desta demonstração académica, manipulando o sinal GPS do drone obrigando-o a seguir os comandos dados pelo hacker.


A conclusão a que se chega é que, sendo já uma realidade a utilização de drones pelas forças policiais e a enorme pressão dos fabricantes de drones sobre o Congresso para aprovarem a utilização comercial de droides em 2015, em 5 ou 10 anos existirão 30 mil drones no espaço aéreo norte-americano, e cada um deles representa um potencial míssil direcionado a outros aviões, edifícios e veículos, com graves perdas humanas em caso de utilização indevida por grupos terroristas.


É um caso óbvio de contradição, em que a tecnologia nos pode oferecer níveis de segurança até há pouco tempo inalcançáveis, mas ironicamente a um custo demasiado elevado para essa própria segurança.


Fonte: BSPI

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