Felizmente tudo não passou de uma demonstração que quase acabava mal, levada a cabo por nem mais nem menos do que o mesmo grupo de estudantes da Universidade do Texas que conseguiu manipular a rota do iate multimilionário, caso que apresentámos anteriormente. Contudo, o objetivo da demonstração foi atingido: focar as falhas no plano norte-americano de abrir o espaço aéreo a milhares de drones, que podem ser modificados para se tornarem em verdadeiras armas com o equipamento necessário. Neste caso, não foram gastos mais do que 1.000 dólares para ganhar o controlo sobre o drone.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA já tinha preocupações que chegassem neste sentido, após o abate de um destes droides no Irão em Dezembro de 2012. Supostamente, nesse abate foi utilizada uma técnica semelhante à desta demonstração académica, manipulando o sinal GPS do drone obrigando-o a seguir os comandos dados pelo hacker.
A conclusão a que se chega é que, sendo já uma realidade a utilização de drones pelas forças policiais e a enorme pressão dos fabricantes de drones sobre o Congresso para aprovarem a utilização comercial de droides em 2015, em 5 ou 10 anos existirão 30 mil drones no espaço aéreo norte-americano, e cada um deles representa um potencial míssil direcionado a outros aviões, edifícios e veículos, com graves perdas humanas em caso de utilização indevida por grupos terroristas.
É um caso óbvio de contradição, em que a tecnologia nos pode oferecer níveis de segurança até há pouco tempo inalcançáveis, mas ironicamente a um custo demasiado elevado para essa própria segurança.
Fonte: BSPI